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Economia

3 fatores que podem fazer Brasil ganhar força na corrida espacial, segundo Portal da Indústria

Combinações como geografia privilegiada e capacidade técnica podem mostrar um futuro promissor para negócios no país

3 fatores que podem fazer Brasil ganhar força na corrida espacial, segundo Portal da Indústria

As novas expedições no espaço apontam para mudanças que envolvem maior participação de empresas privadas e diversificação de oportunidades econômicas, com o recente Programa Artemis, projeto no qual o Brasil participa desde 2021. Nesse cenário de ampliação das possibilidade para o desenvolvimento de projetos espaciais, a indústria brasileira pode oferecer fatores de destaque.

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Conforme análise do Portal da Indústria, combinações como geografia privilegiada e capacidade técnica podem mostrar um futuro promissor para o país, especialmente diante da possibilidade de atrair investimentos relacionados à economia espacial. Há três fatores que podem ajudar o Brasil no fortalecimento de ações no espaço.

Localização

Entre as vantagens que podem colocar o país como opção de investimentos internacionais está o Centro de Lançamento de Alcântara, endereço considerado o melhor para lançamento de foguetes do mundo. O local, que fica próximo à Linha do Equador, no estado do Maranhão, pode ser uma opção por auxiliar na economia de combustível nos lançamentos por ser mais próximo do espaço, detalhe que aumenta a capacidade de carga útil dos foguetes.

Segundo o presidente da Agência Espacial Brasileira, após o acordo de salvaguardas entre Brasil e Estados Unidos, o Centro de Lançamento de Alcântara passou a chamar mais atenção por oferecer mais segurança jurídica, o que aumentou o interesse internacional no local, conforme informações da Agência Câmara. “A base fica próxima à linha do Equador. Outros países têm procurado o Brasil para lançar foguetes”, disse.

Monitoramento por satélite

A utilização de satélites para o monitoramento de áreas ambientais desmatadas, queimadas e uso do solo está entre as atividades mais consolidadas no país, fatores que destacam quanto a utilização de tecnologia. Além disso, há iniciativas, como o Programa CBERS, criado em parceria com a China, bem como projetos conduzidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que oferecem experiência em geração e análise de dados estratégicos.

Em 2022, foi criado o primeiro satélite 100% brasileiro, chamando Amazônia-1, tecnologia que foi completamente projetada, integrada, testada e operada pelo Brasil. No ano seguinte, surgiu o primeiro satélite privado de observação da Terra e coleta de dados lançado pela indústria brasileira, chamado de VCUB1.

Além disso, o país é responsável pela criação do SatVHR, um satélite de pequeno porte e alta resolução que pode ser utilizado para monitorar florestas, rios e mares, assim como pode ajudar no planejamento de cidades e auxiliar no processo de digitalização da agricultura. De acordo com o Portal da Indústria, essas tecnologias chamam atenção por ter influência direta em setores como agronegócio, energia e planejamento urbano.

Cenário favorável para negócios

A busca por parcerias internacionais é considerada um dos pontos principais para o desenvolvimento de projetos espaciais. No momento, o país se posiciona como aberto para negociações, bem como disposto a desenvolver colaborações que fortaleçam sua presença no setor e impulsione a indústria nacional. O intuito é criar parcerias maiores para a exploração espacial.

“O uso comercial de Alcântara, aliado ao crescimento da demanda por lançamentos de pequenos satélites e serviços como conectividade global, cria oportunidades para o desenvolvimento de uma cadeia produtiva nacional”, afirma o Portal da Indústria.

O país também desenvolve projetos na área da educação, como o Centro Vocacional Tecnológico Aeroespacial, localizado no Rio Grande do Sul, que atende cerca de 2 mil crianças por ano com atividades práticas, como montagem de equipamentos e simulações espaciais. Há 15 anos o país também oferece cursos de engenharia aeroespacial, bem como curso de pós-graduação em rede na área, com participação das universidades federais de Pernambuco, Ceará e Maranhão.

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