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Entrevistas

Entrevista: Mourão critica STF e denuncia entraves à CPI do Crime Organizado

Mourão avaliou que os trabalhos da CPI começaram de forma estruturada e produtiva

Entrevista: Mourão critica STF e denuncia entraves à CPI do Crime Organizado

Em entrevista exclusiva à Arko Advice, o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), vice-presidente da CPI do Crime Organizado, fez duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que decisões judiciais têm comprometido o andamento das investigações na Comissão. O parlamentar destacou avanços técnicos da comissão, mas alertou para interferências externas que, segundo ele, dificultam a apuração de crimes e a responsabilização de envolvidos.

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Mourão avaliou que os trabalhos da CPI começaram de forma estruturada e produtiva. “Em 2025, os trabalhos da comissão começaram de maneira técnica e muito organizada. Conseguimos bons avanços na construção de diagnósticos sobre a atuação das facções brasileiras, os problemas no sistema prisional e os gargalos de legislação que prejudicam o combate a esses grupos criminosos”, afirmou. Ele ressaltou ainda que o escândalo do Banco Master ampliou o escopo das investigações, mas também aumentou a pressão política e jurídica sobre o colegiado.

O senador foi enfático ao apontar o que considera interferência de outros Poderes, especialmente do Judiciário. “As interferências do Supremo Tribunal Federal praticamente têm inviabilizado os trabalhos da comissão”, declarou. Mourão acrescentou que “as diversas decisões judiciais, liberando convocados e convidados de seu dever de prestar oitiva e o boicote aos pedidos de informações e de quebras de sigilo compõem esse quadro lamentável”, criticando também a “notória inação dos presidentes das Casas Legislativas”.

Segurança Pública

Além das críticas ao STF, o parlamentar destacou o Projeto de Lei nº 1.143/26, de sua autoria, voltado ao fortalecimento do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP). Segundo ele, a proposta busca modernizar e agilizar aquisições estratégicas. “A essência é a modernização e a agilização dos processos de aquisição de materiais e de equipamentos de segurança pública”, explicou. Mourão afirmou ainda que a criação do “fornecedor estratégico de segurança pública nacional” permitirá inovação e maior eficiência no combate ao crime organizado.

Por fim, o senador demonstrou confiança na tramitação da proposta no Senado. “A expectativa é que o projeto seja bem recebido nas comissões”, disse, destacando também a receptividade da sociedade brasileira em relação à matéria. A entrevista reforça o posicionamento crítico de Mourão diante da judicialização das CPIs e sua defesa de medidas estruturais para o fortalecimento da segurança pública no país.