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Geopolítica

Ministério da Defesa formaliza modelo G2G para vender armamentos. Como funciona esse acordo?

O projeto já vinha sendo utilizado pelo governo para fortalecer as relações diplomáticas

Ministério da Defesa formaliza modelo G2G para vender armamentos. Como funciona esse acordo?

O Ministério da Defesa formalizou o modelo de exportações de produtos de defesa para acordos de governo para governo (G2G, na sigal em inglês). O projeto já vinha sendo utilizado pelo governo para fortalecer as relações diplomáticas e uma regulamentação mais específica para a categoria. As informações são da CNN.

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Nessas relações, o governo que representa a empresa vendedora atua como “garantidor”, supervisionando e assegurando a entrega dos produtos.

Estados Unidos e França, por exemplo, utilizam esse modelo amplamente. No último ano, os caças Gripen sob arsenal das Forças Armadas Brasileiras vieram fruto de um acordo similar com o governo da Suécia.

A norma publicada em março define um relacionamento intergovernamental, que confere ao Ministério da Defesa atuar em operações de exportação e de prestação de serviço de interveniência técnica relativas a produtos de defesa produzidos no Brasil, por intermédio de empresas estatais vinculadas. Na prática, outros governos que se interessarem podem mandar pedidos de importação de armamentos brasileiros diretamente ao governo.

O que é o modelo G2G?

Ainda de acordo com a CNN, o modelo de contrato G2G é utilizado principalmente em indústrias mais sensíveis, como a bélica.

Isso permite que a negociação seja conduzida diretamente pelo governo do país fornecedor, mesmo quando há empresas privadas envolvidas nas partes. O cenário oferece segurança na operação e garantias de que o acordo será cumprido.

Nos contratos, o governo estrangeiro consegue indicar a estatal vinculada em que pretende realizar a operação ou pedir para que o ministério faça essa indicação.

Aeronave supersônica no Brasil

A Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) apresentou em março sua primeira aeronave supersônica fabricada no Brasil, no aeródromo da Embraer em Gavião Peixoto (SP). As informações são do Broadcast.

O modelo é o primeiro de um total de 15 caças Gripen que serão produzidos em território nacional em parceria da Embraer com a empresa sueca Saab.

Durante a cerimônia que aconteceu ontem, o CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, “batizaram” a aeronave supersônica de F-39E.

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) comentou brevemente que a indústria de defesa brasileira é “um seguro para a soberania nacional e a vanguarda do desenvolvimento industrial”.

O caça Gripen E pode atingir até 2.470 km/h, o que representa duas vezes a velocidade do som. Ainda, possui de 22,5 mil itens, somando 15,2 metros de comprimento e 8,6 metros de envergadura.

O F-39E faz parte de um contrato assinado há mais de uma década, que prevê a aquisição de 36 aeronaves pela Força Aérea Brasileira (FAB) em parceria com a Saab.

A FAB já garantiu 12 unidades nos últimos seis anos. Vale lembrar que a produção do Gripen no Brasil é a única que existe fora da Suécia, por meio de uma fábrica inaugurada em maio de 2023 nas instalações da Embraer em Gavião Peixoto. O espaço é focado na produção de aviões militares.

A Saab ganhou a licitação para apoiar financeiramente o projeto de avião supersônico em 2013, em uma operação avaliada em US$ 4 bilhões à época. A americana Boeing e a francesa Dassault também tentaram — sem sucesso — entrar no programa voltado à renovação da frota de caças da FAB, ao oferecer transferência de tecnologia e capacitação industrial no Brasil.

Durante o projeto FX-2, a empresa sueca treinou mais de 350 profissionais brasileiros, entre técnicos, engenheiros e pilotos para estarem aptos a manipular o caça Gripen.

O presidente e CEO da Saab, Micael Johansson, celebrou a apresentação do F-39E Gripen e classificou o anúncio como um marco histórico, com destaque para a parceria entre os dois países. “Agora o Brasil faz parte do seleto grupo de países capaz de produzir essa aeronave, mostrando capacidade, dedicação e excelência técnica, assim como a liderança da Embraer no segmento”, disse, ainda de acordo com o Broadcast.

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