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Economia

Qual é o melhor tipo de investimento em meio ao cessar-fogo no Oriente Médio?

A renda variável e fixa podem trazer boas oportunidades a diferentes perfis de investidores, segundo especialista

Qual é o melhor tipo de investimento em meio ao cessar-fogo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos anunciaram na última segunda-feira (13) que começaram a bloquear a entrada e a saída de navios dos portos iranianos no Estreito de Ormuz. Como mostrou O Brasilianista, o acordo de cessar-fogo inicial — estabelecido na última semana — é frágil.

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A principal fonte de instabilidade está na circulação de energia pela rota estratégica para o comércio global que, mesmo após o anúncio da trégua, a reabertura da rota não ocorreu de forma plena, o que mantém embarcações aguardando autorização para seguir viagem.

Nesse cenário, os preços do barril de petróleo voltam a subir substancialmente e gerar novas incertezas sobre os mercados globais — e deixa os investidores sem rumo.

Ainda assim, Harrison Gonçalves, CFA Charterholder e membro do CFA Society Brazil, afirma que a percepção é de que a guerra não terá longa duração. Nesse caso, o investidor de longo prazo não deve alterar suas decisões.

Onde investir em meio ao cessar-fogo entre EUA e Irã?

“Para aproveitar o curto prazo, o ideal é investir em pré-fixados de médio prazo, reforçar inflação longa e papéis de empresas de qualidade com descontos”, indica o analista.

Em geral, os melhores investimentos no atual cessar-fogo variam segundo Gonçalves. É interessante equilibrar a carteira com títulos pós-fixados — aqueles que dependem de uma variante do mercado como juros e inflação — de alta liquidez.

“Caso a situação se prolongue, o investidor atravessa com menor volatilidade e compra no momento oportuno”, explica.

No caso do investidor que opte por commodities, a melhor forma é delegar a escolha via fundos multimercados, com gestores especializados, ou por Exchange Traded Funds (ETFs) — ações de fundos — ligados a commodities agrícolas, metálicas e energéticas.

Para os iniciantes ou mesmo aqueles com boa parte da renda focada em renda fixa, ela ainda está atraente, em especial com os títulos ligados à inflação, que preocupa o mercado de juros. Ou seja, o cenário ainda é interessante para aplicar em investimentos seguros.

Quem foca em renda variável também pode se beneficias, mas Gonçalves alerta para que o investidor tenha horizonte alinhado: renda fixa é um investimento de até 3 anos, enquanto as ações e renda variável implicam em aplicações de no mínimo 5 anos para trazer os resultados desejados.

Como fica o investimento em commodities?

O mundo deve consumir menos petróleo em 2026, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), em meio ao conflito no Oriente Médio.

Devido à menor oferta da commodity pelo bloqueio parcial do Estreito de Ormuz, principal rota marítima para suprir cerca de 20% do consumo mundial, os países devem comprar um total de 104,26 milhões de barris por dia em média, contra 104,34 milhões em 2025.

No entanto, o investimento nessa commodity não pode ser rotulado como seguro ou não, na visão de Harrison Gonçalves. “Essa avaliação exige especialistas que entendem demanda, oferta e custo do petróleo”, afirma.

Ainda assim, delegar o investimento em commodities a fundos multimercados ou usar ETFs de commodities agrícolas, metálicas e energéticas é prudente.

Onde investir depois da guerra? Vale esperar ou mudar posições?

Após a guerra, espera-se uma normalização macroeconômica, ainda que lenta.

Nesse momento, a renda variável volta a ficar mais favorável aos investidores, em especial focadas em aplicações de empresas produtivas e inteligência artificial (IA).

No entanto, neste momento, é difícil prever o fim da guerra. Por isso, é importante que o investidor se organize para cenários desfavoráveis, na visão do especialista, diversificando a carteira.

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