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Economia

Vendas no varejo crescem 0,6% em fevereiro

Na passagem de mês, o comércio varejista apresentou equilíbrio entre taxas positivas e negativas

Vendas no varejo crescem 0,6% em fevereiro

O volume de vendas do comércio varejista apresentou, durante o mês de fevereiro, leve avanço de 0,6% frente a janeiro de 2026 e crescimento de 0,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Conforme dados, divulgados nesta quarta-feira (15), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a média móvel do trimestre alcançou 0,2%, com acumulado de 1,4% nos últimos 12 meses.

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Os resultados apontam que, no comércio varejista ampliado, o volume de vendas cresceu 1,0% em fevereiro, contando com veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo. No entanto, ao avaliar o mesmo mês de 2025, houve variação negativa de 2,2%, com média móvel trimestral de 0,3%.

Equilíbrio da passagem de janeiro para fevereiro

Ao contrário do movimento esperado, que pode impor alterações mais fortes, na passagem de janeiro para fevereiro, o comércio varejista apresentou maior equilíbrio entre taxas positivas e negativas. No momento, livros, jornais, revistas e papelaria apresentaram avanço de 2,4%, já os combustíveis e lubrificantes tiveram alta de 1,7%. Na contramão, equipamentos e material para escritório, informática e comunicação tiveram queda de 2,7%, enquanto outros artigos de uso pessoal e doméstico apresentaram retração de 0,6% na transição mensal.

Demais variações na transição de janeiro para fevereiro:

  • Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,1%)
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,3%)
  • Tecidos, vestuário e calçados (-0,3%)
  • Móveis e eletrodomésticos (-0,1%)

Cinco atividades caíram frente o mês de 2025

Em relação aos resultados por atividade, na comparação com fevereiro de 2025, cinco das oito atividades registraram desempenho negativo. Segundo o IBGE, outros artigos de uso pessoal e doméstico, que envolvem lojas de departamentos, óticas, joalherias, artigos esportivos, brinquedos etc., registraram queda de 5,3% no indicador interanual. O movimento inverte a trajetória positiva observada desde abril de 2025.

Os resultados do setor de tecidos, vestuário e calçados apresentou queda de 5,0% no volume de vendas na avaliação com o mês do ano anterior, o que representa a segunda maior amplitude negativa em relação entre os oito setores do varejo. Nos últimos seis meses, o único resultado positivo ocorreu em janeiro (1,4%). “Nos primeiros dois meses do ano de 2026, o setor apresenta perdas em relação ao mesmo período do ano anterior (-1,7%), demonstrando desaceleração em relação a janeiro (+1,4%)”, explica a pesquisa.

Ao comparar com fevereiro de 2025, houve queda também na atividade de livros, jornais, revistas e papelaria, com retração de 4,1% nas vendas, bem como setor de móveis e eletrodomésticos, que apresentou queda de 1,2%, e o segmento de combustíveis e lubrificantes, com variação de -0,2% em volume de vendas frente ao mesmo mês do ano passado.

“No campo positivo, em fevereiro de 2026 em relação a fevereiro de 2025, o setor de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria apresentou alta de 2,1% nas vendas. Esse é o maior resultado no campo positivo dentre as atividades do varejo. Ao todo, são 36 meses consecutivos de crescimento para o indicador interanual (o último mês a registrar queda foi fevereiro de 2023: -0,5%)”, aponta o IBGE sobre os setores que cresceram em comparação com 2025.

Resultados por estados

O comércio varejista teve resultados positivos em 17 das 27 Unidades da Federação. Entre os destaques aparece o Paraná, com avanço de 2,9%, seguido pela Bahia, que apresentou crescimento de 2,7% e Minas Gerais, com alta de 2,5% no mês. No entanto, Mato Grosso, Maranhão e Amazonas foram pressionados por resultados negativos, observados entre 3,2% e 3,6%, enquanto o Rio de Janeiro apresentou estabilidade nas vendas.

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