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Política

Quem é Odair Cunha, eleito para vaga de ministro do TCU?

Deputado mineiro foi escolhido para função estratégica em órgão de controle após votação expressiva na Câmara

Quem é Odair Cunha, eleito para vaga de ministro do TCU?

A Câmara dos Deputados definiu o nome que ocupará uma das cadeiras do Tribunal de Contas da União. Com 303 votos, o deputado federal Odair Cunha, do PT de Minas Gerais, foi escolhido para assumir a função, em votação secreta que contou com a participação de 456 parlamentares. A decisão indica quem substituirá o ministro Aroldo Cedraz, que se aposentou recentemente.

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Segundo a Agência Câmara de Notícias, a escolha foi formalizada por meio de um projeto de decreto legislativo que ainda precisa ser analisado pelo Senado Federal, etapa obrigatória para a confirmação do nome indicado. A votação registrou ainda quatro votos em branco e consolidou o apoio de uma ampla articulação política em torno do parlamentar mineiro.

A candidatura vencedora reuniu partidos de diferentes espectros, incluindo siglas como PT, MDB, PSB, PDT e Republicanos. O presidente da Câmara, Hugo Motta, também esteve entre os principais articuladores do apoio ao deputado.

Disputa e articulação política

A eleição contou com outros nomes na disputa, mas com desempenho bem inferior ao do vencedor. O deputado Elmar Nascimento ficou em segundo lugar, com 96 votos. Na sequência, apareceram Danilo Forte, com 27, Hugo Leal, com 20, e Gilson Daniel, com 6 votos.

Antes da votação, duas candidaturas foram retiradas. As deputadas Adriana Ventura e Soraya Santos desistiram da disputa, o que reduziu o número de concorrentes na reta final.

A vitória também foi interpretada como resultado de acordos políticos construídos dentro da Câmara. O apoio ao nome escolhido foi consolidado após negociações envolvendo a base governista e aliados do comando da Casa.

Trajetória e atuação no Congresso

Com 41 anos, o parlamentar tem formação em direito e construiu sua carreira política em Minas Gerais. Ele iniciou sua trajetória como deputado federal em 2002 e está atualmente em seu sexto mandato consecutivo, segundo a Câmara dos Deputados.

Ao longo dos anos, participou de diferentes comissões e ocupou posições de destaque. Entre elas, a liderança da federação formada por PT, PV e PCdoB em 2024. Também já presidiu o diretório estadual do Partido dos Trabalhadores em Minas e ocupou cargo no governo estadual, quando se licenciou do mandato para atuar na Secretaria de Governo.

No Legislativo, acumulou participação relevante na elaboração de leis. É autor de propostas que se tornaram normas federais e também atuou como relator de diversos projetos importantes, incluindo iniciativas ligadas a programas sociais e à formalização de empresas.

Função no tribunal e posicionamento

O Tribunal de Contas da União é responsável por fiscalizar o uso de recursos públicos federais e analisar as contas do presidente da República. O órgão tem papel central no controle externo da administração pública.

Durante sua fala antes da votação, o deputado apresentou sua visão sobre a atuação do tribunal. “O tribunal não deve ser entrave, mas farol da boa gestão. É com esse espírito que defendo a função orientadora desse tribunal, que ajude o gestor a acertar, previna problemas e evite desperdícios antes que eles aconteçam”, afirmou.

Ele também destacou que sua atuação não estará vinculada a interesses partidários: “Serei lá [no TCU] o mesmo homem de palavra que sou aqui nesta Casa. A palavra é sagrada na política e na vida”.

Próximos passos da indicação

A indicação ainda precisa passar pelo Senado, onde será submetida a nova votação secreta. Somente após essa etapa o nome será oficialmente confirmado para o cargo.

Antes da escolha em plenário, os candidatos foram analisados pela Comissão de Finanças e Tributação. O relator do processo afirmou que todos atendiam aos critérios exigidos por lei, como experiência profissional, conhecimento técnico e reputação adequada.

O TCU é composto por nove ministros. Desses, seis são indicados pelo Congresso Nacional e três pelo presidente da República, todos com necessidade de aprovação do Senado.

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