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Economia

Plano Clima redesenha estratégias de investimento e operação no Brasil, aponta FecomercioSP

A entidade afirma que há um efeito em cadeia que deve chegar às empresas por diferentes frentes

Plano Clima redesenha estratégias de investimento e operação no Brasil, aponta FecomercioSP

Embora seja direcionado como política pública, o Plano Clima tem começado a tomar contornos na economia por meio de mudanças estruturais mais amplas, especialmente no modo como as atividades econômicas também passarão a ser cobradas por resultados e metas estabelecidas. A medida estabelece metas de redução de emissões entre áreas como Energia, Transporte, Indústria e Agropecuária, que concentram grande parte das atividades econômicas do país.

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Segundo a Federação Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), há um efeito em cadeia que deve chegar às empresas por diferentes frentes. O tema foi debatido durante reunião do Conselho de Sustentabilidade, que discutiu como a estratégia climática do governo, em que reúne mais de 1,5 mil páginas de metas, já começa a influenciar de forma concreta a realidade dos negócios brasileiros.

“É evidente que o Plano Clima marca uma mudança estrutural na relação entre sustentabilidade e atividade econômica. Para as empresas, o movimento exige uma mudança de postura. Mais do que acompanhar a regulação, será necessário ficar atento às tendências e incorporar a agenda climática à estratégia de negócios, com atenção para eficiência energética, logística e transporte, gestão de riscos climáticos e acesso a financiamento sustentável”, afirma a entidade do setor de comércio.

Adaptação nas operações e receitas das empresas

A adaptação às determinações do Plano Clima é uma das principais preocupações das empresas. Nesse sentido, entre esses fatores está a previsão de ações voltadas à preparação das cidades e das atividades econômicas para os eventos extremos, cada vez mais frequentes no mundo. Esses eventos podem provocar interrupções logísticas, queda no fluxo de consumidores e prejuízos em regiões turísticas.

No entanto, um dos pontos que mais chamam a atenção de empresas é o financiamento da transição climática. A partir do Fundo Clima, o plano estabelece R$ 27,5 bilhões disponíveis em 2026, com a meta de alinhar todos os projetos financiados com as diretrizes da política climática.

O financiamento deve abrir o acesso ao crédito verde, inclusive para empresas sem metas obrigatórias, bem como incentivar a inovação em tecnologia e sustentabilidade nos modelos de negócios. Com isso, o setor enxerga que a transição deixará de ser apenas ambiental e passará a ser também econômica, com impactos na forma de operação das empresas.

Sobre o Plano Clima

Conforme noticiado pelo O Brasilianista, o Plano Clima é um conjunto de estratégias do governo para reduzir em até 67% das emissões de gases do efeito estufa até 2035, em resposta às mudanças climáticas. O documento, organizado em diferentes eixos com Planos Setoriais, está sendo elaborado desde 2023, também com medidas para transformar o país em uma economia de baixo carbono.

“Dentre as ações com reflexos diretos, destacam-se a eletrificação de frotas, a expansão de energias renováveis e a recuperação de áreas degradadas. Já as ações estruturantes criam as condições para viabilizar essa transição, com foco em regulação, financiamento e inovação”, explica a FecomercioSP sobre o Plano Clima.

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