O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) é rejeitado por 42,9% dos eleitores paulistas na disputa pelo governo de São Paulo.
O atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) registra 27,2%, segundo levantamento da Paraná Pesquisas, divulgado pela CNN.
O estudo aconteceu com 1.600 entrevistados, realizado entre 11 e 14 de abril, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais.
Rejeição eleitoral diferencia principais candidatos
Haddad lidera o índice de rejeição entre os nomes testados, com 42,9% dos eleitores afirmando que não votariam no pré-candidato do PT.
O levantamento também mostra que Tarcísio aparece com 27,2% de rejeição, enquanto o deputado federal Kim Kataguiri (Missão) e o prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), registram 17,5% e 17,3%, respectivamente.
Entre os entrevistados, 6,9% disseram que poderiam votar em qualquer candidato, enquanto 10,2% não souberam ou não responderam, indicando uma parcela ainda indefinida do eleitorado.
Intenção de voto aponta vantagem do atual governador
Segundo o InfoMoney, o mesmo levantamento da Paraná Pesquisas indica que Tarcísio de Freitas lidera a disputa com 47,8% das intenções de voto no primeiro turno.
Fernando Haddad aparece na segunda posição, com 33,1%, enquanto Paulo Serra soma 4,6% e Kim Kataguiri registra 3,5%, mantendo distância dos dois principais nomes.
Na simulação de segundo turno, o cenário se repete, com Tarcísio mantendo 47,8% e Haddad com 33,1%, sem alteração na distribuição dos percentuais entre as etapas da disputa.
Diferenças entre propostas influenciam o debate
Como divulgado pelo O Brasilianista, os planos de governo apresentados pelos dois principais nomes na eleição de 2022 foram estruturados de forma distinta, com prioridades diferentes para políticas públicas e gestão.
O programa de Fernando Haddad foi organizado em quatro eixos, incluindo enfrentamento das desigualdades, transição ecológica, recuperação do planejamento estatal e estímulo à inovação.
Já o plano de Tarcísio de Freitas foi dividido em três eixos, com foco em desenvolvimento social, urbano e econômico, incluindo propostas voltadas à infraestrutura, redução de burocracia e uso de tecnologia na gestão pública.
Estrutura dos programas mostra abordagens distintas
O plano de Haddad incluiu propostas voltadas à ampliação de políticas sociais, como programas de combate à fome, expansão habitacional e ações direcionadas a populações em situação de vulnerabilidade.
Também foram previstas iniciativas para educação, como ampliação do ensino integral e incentivo à formação técnica, além de medidas para desenvolvimento econômico com apoio a pequenos e médios empreendedores.
Na área ambiental, o documento indicava integração de políticas públicas com municípios e ações voltadas à redução de emissões e preservação de recursos naturais.
Modelo de gestão difere em prioridades e instrumentos
O programa de Tarcísio apresentou propostas baseadas em organização administrativa, uso de dados e integração de informações para tomada de decisão.
Na educação, o plano previa recomposição da aprendizagem e ampliação do acesso à educação infantil, além de monitoramento de desempenho escolar.
Na saúde, o documento incluía uso de tecnologia para ampliar o atendimento e reorganizar serviços, enquanto na segurança pública previa integração entre forças policiais e uso de ferramentas tecnológicas.
Tarcísio cumpriu o que prometeu?
Como informou O Brasilianista, levantamento sobre a gestão de Tarcísio de Freitas indica que o governador executou parte das promessas feitas na campanha de 2022.
A análise reúne o que foi colocado em prática ao longo do mandato. Também aponta medidas que ainda não saíram do papel.
O material considera áreas que tiveram destaque durante a campanha. Essas áreas seguem no centro das ações do governo.
O foco está nas estratégias adotadas e nos efeitos dessas decisões. As ações envolvem medidas administrativas e políticas públicas.
O professor Hélcio Ribeiro avaliou que o governo cumpre promessas ligadas à própria agenda. Ele citou privatizações e reorganização administrativa como exemplos.
Segundo ele, essas medidas atendem a diretrizes já definidas no início da gestão. Ao mesmo tempo, apontou críticas na execução em áreas centrais.
Na segurança pública, o especialista afirmou que não houve resultados consistentes na redução da criminalidade.
Ele disse que houve aumento de indicadores de violência. Também destacou impactos sobre civis e policiais. Para ele, a política adotada não responde à complexidade do problema.
Na educação, Ribeiro apontou mudanças em andamento com impactos questionados. Ele citou a suspensão de contratações de concursados.
Também mencionou pressão sobre professores e aumento de afastamentos por questões emocionais. Segundo ele, há continuidade de medidas de redução de gastos e reestruturação dos serviços públicos.

