Publicidade
Economia

Brasil lidera ranking de adoção de IA na indústria, revela estudo

Levantamento mostra avanço acima da média global e alta expectativa de retorno nos próximos anos

Brasil lidera ranking de adoção de IA na indústria, revela estudo

O Brasil atingiu 66% de adoção de inteligência artificial (IA) na indústria, superando a média global de 61%, segundo estudo da Cisco, divulgado pela CNN.

Publicidade

A pesquisa analisou o uso da tecnologia em 21 setores e 19 países, com mais de mil executivos entrevistados.

Adoção no Brasil supera média internacional

O levantamento aponta que o país já ocupa posição de destaque no uso de inteligência artificial aplicada à indústria, com índice superior ao observado em outros mercados.

Além da adoção ampla, 38% das empresas brasileiras afirmam já utilizar a tecnologia em larga escala, o que indica um estágio mais avançado de maturidade em comparação com o cenário global, onde esse percentual é de 20%.

O estudo também mostra que a diferença entre o Brasil e outros países não está apenas na implementação, mas também na velocidade de expansão e consolidação das ferramentas dentro das operações industriais.

Investimentos devem crescer nos próximos anos

O avanço da inteligência artificial no país é acompanhado por um aumento significativo nos investimentos previstos pelas empresas.

O levantamento indica que 86% das organizações brasileiras pretendem ampliar aportes na área, enquanto quase nove em cada dez esperam resultados relevantes no prazo de até dois anos.

Esse movimento acompanha uma tendência global, mas com intensidade maior no Brasil, onde a expectativa de retorno está diretamente ligada ao ganho de produtividade e eficiência operacional.

Transição da experimentação para uso prático

Segundo a Cisco, a inteligência artificial industrial já ultrapassou a fase inicial de testes e começa a ser incorporada ao funcionamento cotidiano das empresas.

Para Vikas Butaney, vice-presidente sênior da empresa, essa mudança representa um novo estágio de aplicação da tecnologia.

“A IA industrial está saindo da experimentação para a produção, onde os sistemas de IA sentem, raciocinam e agem no mundo real”, afirma.

Esse avanço indica que a tecnologia deixou de ser tratada como ferramenta complementar e passou a integrar processos centrais das operações industriais.

Estrutura tecnológica define capacidade de expansão

O estudo aponta que empresas com maior capacidade de escalar a inteligência artificial são aquelas que tratam infraestrutura e segurança digital como elementos essenciais.

A pesquisa destaca que a integração entre tecnologia da informação e operações industriais é considerada fator decisivo para ampliar o uso da IA de forma consistente.

Além disso, a cibersegurança aparece como componente estratégico, uma vez que o aumento da automação exige maior proteção de dados e sistemas críticos.

Comparação global reforça posição brasileira

O desempenho do Brasil ganha relevância ao ser comparado com o cenário internacional, no qual a adoção média é menor e a implementação em larga escala ainda é limitada.

Enquanto o país registra índices mais elevados, globalmente apenas uma parcela menor das empresas conseguiu avançar para estágios mais maduros da tecnologia.

O estudo também indica que, fora do Brasil, 83% das empresas pretendem aumentar investimentos, número inferior ao observado no mercado brasileiro.

Avanço industrial contrasta com uso desigual

Como divulgado pelo O Brasilianista, embora o país avance na aplicação industrial da inteligência artificial, o acesso à tecnologia ainda é desigual entre a população.

Dados da pesquisa TIC Domicílios 2025 mostram que o uso de IA generativa está concentrado nas classes de maior renda, com 69% dos usuários pertencendo à classe A.

Esse cenário indica que o avanço da tecnologia ocorre de forma mais rápida no ambiente empresarial do que no acesso cotidiano da população.

Impacto no mercado de trabalho acompanha expansão

Segundo o especialista em tecnologia Rhikley Erick, ouvido pelo O Brasilianista, o avanço da inteligência artificial tende a gerar mudanças diretas no mercado de trabalho, acompanhando a expansão observada nas empresas.

Ele afirma que o processo de transformação já está em curso e deve se intensificar com o aumento da adoção.

“A perda de empregos já vem acontecendo, grandes empresas realizam demissões em massa em setores onde a adaptação foi realizada”, diz.

Uso crescente amplia necessidade de adaptação

De acordo com Rhikley Erick, a expansão da inteligência artificial exige adaptação contínua por parte das empresas e dos trabalhadores.

Ele afirma que o cenário aponta para mudanças estruturais no mercado. “A tendência é a requalificação profissional, sendo transição de carreira ou dominar o uso das IAs em seu campo de atuação”, explica.

Economia, política e negócio também nas redes sociais do O Brasilianista