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Economia

Brasileiros estão morando mais sozinhos, mas o sonho da casa própria ainda está longe

São mais de 8 milhões de residências com um único morador, mas o aluguel ainda é a maior forma de ocupação

Brasileiros estão morando mais sozinhos, mas o sonho da casa própria ainda está longe

Uma em cada cinco casas brasileiras é ocupada por pessoas que vivem sozinhas, representando quase 20% das unidades habitacionais do país. É o que indica novos dados da PNAD Contínua sobre Características Gerais dos Domicílios e Moradores, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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De acordo com a CBN, entre 2012 e 2025, o percentual de brasileiros que moram sozinhos passou de 12,2% para 19,7% — o que representa um aumento de 8,2 milhões de residências nesse perfil.

Os perfis dos brasileiros que mais mora sozinho são: homens entre 30 e 59 anos e mulheres com 60 anos ou mais.

No entanto, morar sozinho não é sinônimo de casa própria: imóveis alugados aumentaram 54,1% entre 2016 e 2025, sendo hoje a principal forma como moram os brasileiros.

O resultado reforça uma tendência de maior dificuldade de acesso à casa própria ou de mudança no comportamento habitacional. Por sua vez, os domicílios próprios ainda em pagamento subiram 31,2%, enquanto os já quitados avançaram apenas 7,2% no período analisado.

Metro quadrado mais caro do Brasil

A Vila Nova Conceição, em São Paulo, é o bairro mais caro do Brasil para ter uma residência. Localizada na região do Parque Ibirapuera e próximo à Faria Lima, o preço médio para morar no bairro é de R$ 21,6 mil por metros quadrados (m²).

É isso que indica um levantamento do QuintoAndar, divulgado pelo Pipeline, que organiza os endereços com o maior valor metro quadrado do Brasil.

O estudo mostra que sete dos dez imóveis mais valorizados do país estão concentrados nas zonas oeste e sul paulistanas, enquanto os outros três ficam na zona sul do Rio de Janeiro.

Em seguida da Vila Nova Conceição, o Leblon aparece logo depois no ranking (R$ 19,18 mil/m²) e o Jardim Paulistano completa o pódio, a R$ 17,5 mil por m².

A pesquisa considerou quase 400 bairros de seis capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba e Porto Alegre. Veja o ranking completo dos 10 bairros mais caros para se morar no Brasil:

  1. Vila Nova Conceição – R$ 21,6 mil/m²
  2. Leblon – R$ 19,18 mil/m²
  3. Jardim Paulistano – R$ 17,5 mil/m²
  4. Itaim Bibi – R$ 17,5 mil/m²
  5. Vila Olímpia – R$ 17,4 mil/m²
  6. Pinheiros – R$ 17,36 mil/m²
  7. Moema – R$ 16,4 mil/m²
  8. Jardim Europa – R$ 16,3 mil/m²
  9. Gávea – R$ 14,8 mil/m²
  10. Jardim Botânico – R$ 14,7 mil/m².

Ainda que os valores estejam em alta, em sete desses bairros o preço médio do metro quadrado caiu no último ano. As únicas exceções foram Itaim Bibi (alta de 6,39%), Jardim Paulistano (alta 3,18%) e Jardim Europa (alta de 0,66%).

“Esses bairros são o coração da valorização imobiliária em São Paulo. São regiões que conseguem unir o dinamismo corporativo a uma oferta cultural e gastronômica única, o que atrai um público altamente exigente”, afirmou Flávia Mussalem, diretora de marketing do QuintoAndar, ao Pipeline.

A mudança da Selic pode impactar no valor da moradia no Brasil?

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu cortar a taxa básica de juros e fixou a Selic em 14,75% ao ano. A medida foi tomada em um contexto de maior instabilidade global e diante de sinais de desaceleração da economia brasileira, mantendo o foco no controle da inflação.

Ao reduzir a Selic para 14,75% ao ano, o Copom entende que a medida contribui para a convergência da inflação ao longo do tempo, sem comprometer a estabilidade econômica. A decisão também considera a necessidade de reduzir oscilações na atividade e favorecer o emprego.

Banco Central avaliou que o período de juros elevados já produziu efeitos sobre a economia, criando espaço para ajustes graduais. Mesmo assim, o ambiente ainda exige cautela, especialmente diante das incertezas externas.

Em relação à moradia, a Selic não está diretamente ligada ao valor imediato de imóveis, mas pode influenciar montantes de financiamento e aluguéis, por exemplo. Uma redução dessa taxa, bem como a projeção de uma menor inflação nos próximos anos, indica que essas áreas podem caber mais fácil no bolso dos brasileiros.

Porém, o valor de um imóvel ou região está ligado ao nível de qualidade de vida dos moradores, proximidade de serviços essenciais, segurança e outras variantes.

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