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Economia

Quem são os novos conselheiros da Petrobras e o que muda com a nova composição até 2028?

Colegiado mantém maioria da União e amplia presença de integrantes ligados à área econômica do governo federal

Quem são os novos conselheiros da Petrobras e o que muda com a nova composição até 2028?

Os acionistas da Petrobras elegeram, nesta quinta-feira (16), a nova composição do conselho de administração para mandato de dois anos, até 2028, além de aprovarem a distribuição de R$ 41,2 bilhões aos acionistas, valor equivalente a 37,44% do lucro líquido de 2025.

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A assembleia também definiu Guilherme Mello como presidente do colegiado, em um cenário de renovação parcial e reforço da presença da área econômica na estrutura de comando. As informações são do Valor Econômico.

Composição mantém maioria da União

A nova formação do conselho preserva a maioria de cadeiras indicadas pela União, com seis representantes entre os 11 integrantes do colegiado.

Entre os nomes confirmados estão Guilherme Mello, Magda Chambriard, Fábio Bittes Terra, José Fernando Coura, Marcelo Weick Pogliese e Renato Galuppo.

Segundo o Investing.com, essa configuração mantém o controle do governo federal sobre as principais decisões da companhia, enquanto preserva a participação de outros grupos no conselho. A estrutura com 11 integrantes foi aprovada por 84,74% dos acionistas presentes na assembleia.

Guilherme Mello recebeu aprovação de 58,91% dos votos, enquanto 41,09% se abstiveram. A assembleia contou com participação de 90,42% do capital social com direito a voto, o que corresponde a 6,728 bilhões de ações ordinárias.

Representantes dos minoritários e trabalhadores

Além dos indicados pela União, o conselho conta com representantes de acionistas minoritários e dos empregados da estatal.

Entre os eleitos estão José João Abdalla e Marcelo Gasparino, que ocupam cadeiras destinadas a detentores de ações ordinárias.

De acordo com o UOL, também foram confirmados nomes como Rachel Maia e Francisco Petros, além da manutenção de Rosângela Buzanelli como representante dos trabalhadores.

A composição garante participação de diferentes grupos com interesse direto na empresa. O conselho segue com 11 integrantes no total, sendo seis indicados pelo governo federal, quatro por acionistas minoritários e um representante dos funcionários.

Disputa e critérios de eleição

A definição dos conselheiros ocorreu por meio de votação que envolveu disputa entre candidatos indicados pela União e pelos minoritários.

O processo utilizou o sistema de voto múltiplo, que permite concentração de votos em determinados nomes.

Para garantir uma cadeira, era necessário alcançar mais de 5 bilhões de ações em votos.

Alguns nomes não foram eleitos, como Ricardo Baldin e Benjamin Rabelo. A disputa também envolveu votações separadas para diferentes tipos de ações, incluindo preferenciais e ordinárias.

Novos nomes e reconduções no colegiado

Entre os conselheiros, há tanto novos integrantes quanto nomes reconduzidos para mais um mandato. Guilherme Mello e Fábio Bittes Terra entram pela primeira vez no colegiado, enquanto outros membros permanecem.

Foram reconduzidos Magda Chambriard, Renato Galuppo, José Fernando Coura e Marcelo Weick Pogliese, além de representantes dos minoritários como Francisco Petros e Juca Abdalla.

Marcelo Gasparino retorna ao conselho após ter deixado o cargo anteriormente. Rachel Maia também passa a integrar o grupo, indicada pelos acionistas detentores de ações preferenciais.

Decisões financeiras e próximos passos

A assembleia também aprovou o orçamento de capital da companhia para 2026, no valor de R$ 114 bilhões.

A maior parte dos recursos será destinada à área de exploração e produção, com investimentos também em refino, gás e energia de baixo carbono.

O colegiado aprovou ainda as contas da empresa relativas a 2025 e definiu a remuneração da administração, que pode chegar a R$ 70 milhões com adicionais por participação em comitês.

A distribuição de dividendos inclui pagamentos previstos para maio e junho, com valores corrigidos pela taxa Selic até a data de depósito.

Os acionistas que mantiverem papéis até as datas estabelecidas terão direito ao recebimento das parcelas.

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