As classes sociais são uma forma que a Economia e Sociologia, em geral, encontraram para categorizar os indivíduos dentro de uma sociedade. Para definir os grupos, são avaliados critérios como renda, escolaridade, ocupação patrimônio e acesso a bens e serviços. As informações são do E-Investidor.
No Brasil, o termo “classe média” começou a ser utilizado de forma mais consistente a partir da década de 1950, em meio ao processo de urbanização e industrialização. Atualmente, o Brasil é dividido em cinco faixas de classe social:
- Classe baixa: indivíduos com pouca ou nenhuma renda, geralmente em situação de vulnerabilidade social;
- Classe média baixa: indivíduos com alguma estabilidade, mas acesso limitado a serviços privados e consumo restrito;
- Classe média: renda suficiente para manter necessidades básicas e consumir bens e serviços não essenciais;
- Classe média alta: padrão de vida mais elevado, maior escolaridade e acesso facilitado a crédito e investimentos;
- Classe alta: grupo com maior concentração de renda — mas geralmente em menor concentração de pessoas —, patrimônio significativo e acesso amplo a bens, serviços e poder de decisão.
Como é possível observar, a classe média é dividida em três, visto que é um grupo que oscila entre as classes mais pobres e as mais ricas da sociedade — costumam ser os principais pequenos empreendedores do país. O que faz a diferença não é somente a renda, mas a localização e acesso a oportunidades de estudo e trabalho, bem como acesso a saúde e lazer.
Moradia própria, plano de saúde, educação particular e viagens ocasionais são alguns dos elementos que compõem o estilo de vida desse grupo.
O grande risco da classe média é a sensibilidade a fatores econômicos. Por exemplo, um aumento da inflação pode, ao mesmo tempo, prejudicar a sobrevivência de classes baixas, praticamente não afetar a classe alta, mas apertar o bolso da classe média, que vai precisar fazer a conta e diminuir alguns gastos para fechar o mês no azul.
Por esse motivo, a classe média é a mais suscetível a outros fatores como o desemprego e ajuste da carga tributária, o que pode contribuir para um aumento repentino dos inadimplentes no país.
Quem faz parte da classe média no Brasil?
Ainda segundo o E-Investidor, esse grupo é caracterizado por conseguir consumir, economizar e até mesmo investir. No entanto, em muitos casos a classe média está no limite do orçamento, o que prejudica a estabilidade financeira em casos de emergência, comprometendo rapidamente o padrão de vida.
Segundo dados do IBGE de 2025, as classes sociais eram divididas da seguinte maneira, em relação à renda familiar mensal:
- Classe (D/E): renda mensal familiar até R$ 3,5 mil (cerca de 49,4% da população);
- Classe média baixa (C): renda mensal familiar entre R$ 3,5 mil e R$ 8,3 mil (cerca de 31,2% da população);
- Classe média alta (B): renda mensal familiar entre R$ 8,3 mil e R$ 26 mil (cerca de 15% da população);
- Classe alta (A): renda mensal familiar acima de R$ 26 mil (cerca de 4% da população).
Juntas, as duas categorias de classe média representavam cerca de 46% da população no ano passado — dado que pode aumentar ou diminuir em meio a ciclo de juros altos e inflação elevada.
Vale lembrar, no entanto, que os dados de renda mensal familiar variam de acordo com estado ou cidade, visto que o custo de vida é diferente nas regiões do Brasil.

