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Economia

Casino não pode vender ações do GPA após determinação judicial

O antigo controlador do grupo tentava vender seus papéis da companhia em meio à recuperação extrajudicial

Casino não pode vender ações do GPA após determinação judicial

O dono da rede supermercados Pão de Açúcar, Grupo Pão de Açúcar (GPA) anunciou nesta segunda-feira (20) que o seu antigo controlador, Casino, foi impedido judicialmente de vender as ações da companhia. A notícia fez com que as ações do grupo avançassem no pregão.

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De acordo com o InfoMoney, a medida foi tomada na Justiça do Estado de São Paulo, proferida pela 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, ao avaliar um pedido de reconhecimento de processo estrangeiro iniciado pelo Casino, que buscava autorização para vender suas ações no Brasil.

O juiz que determinou a medida entendeu que uma possível alienação dos papéis da companhia traria a probabilidade do direito e risco de esvaziamento patrimonial do acionista francês.

Dessa forma, a nova decisão impede a liquidação financeira de ações já vendidas, bem como impede novas vendas ou liquidações de papéis ainda não concluídas.

Vale destacar que a decisão ainda é liminar. No entanto, a discussão já está em andamento desde maio do ano passado, em que o GPA pede pela preservação de seus direitos no processo.

Recentemente, a rede de supermercados brasileira entrou com um pedido de recuperação extrajudicial para pagar R$ 4,5 bilhões em dívidas.

Credores contratam assessoria financeira para GPA

A empresa de assessoria financeira Moelis foi contratada por detentores de títulos locais do GPA após a decisão de avançar com a reestruturação financeira, em meio à crise enfrentada pela companhia nos últimos anos.

Ainda, os credores de títulos da dívida no mercado local também estão próximos de contratar uma empresa de assessoria jurídica, cotada para ser a Lefosse Advogados.

Até o momento, cerca de 46% dos detentores de ações afetados, o que equivale a R$ 2,1 bilhões, aceitaram o acordo de reestruturação proposto pelo GPA, entre eles estão Itaú, HSBC, Rabobank e BTG Pactual.

Situação da GPA

A empresa enfrenta dificuldades financeiras alcançadas a partir de dívidas substanciais com vencimento neste ano.

São mais de R$ 1,3 bilhões a serem pagos antes do segundo semestre de 2026, com o pagamento de R$ 450 milhões em maio, bem como outro de R$ 889 milhões em debêntures em julho.

Já em novembro, a empresa tem um compromisso de R$ 127 milhões referentes a uma série da 20ª emissão de debêntures, e um empréstimo de R$ 508 milhões feito com o Rabobank.

Conforme informações noticiadas pelo O Brasilianista, a GPA tem como principal dificuldade lucrar mais do que as dívidas, últimos dados mostram que a dívida bruta total alcançava o patamar de cerca de R$ 4 bilhões. Esse pode ser um efeito — não único do setor — de que há dificuldade em meio a taxa de juros em alta.

O pedido de recuperação extrajudicial feito no inicio de março pede para pagar dívidas não operacionais e não realiza alterações nas operações da empresa. A medida, aprovada por unanimidade pelo conselho de administração, prevê que fique de fora obrigações correntes com fornecedores, parceiros e clientes, além de salários, aluguéis e passivos trabalhistas.

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