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Geopolítica

Trump ameaça invadir Cuba e presidente da ilha responde; saiba posição do Brasil sobre rixa histórica

Conflito entre os países não é de hoje

Trump ameaça invadir Cuba e presidente da ilha responde; saiba posição do Brasil sobre rixa histórica

Na última quinta-feira (16), Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba, afirmou que o país está pronto para qualquer agressão militar vinda dos Estados Unidos. “O momento é extremamente desafiador e nos convoca a estarmos preparados para enfrentar sérias ameaças, entre elas a agressão militar”, disse.

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As relações de conflito entre Cuba e Estados Unidos enfrentam um momento de tensão ainda maior. Mesmo assim, conversas entre os dois países estão em andamento. “Foi construída uma narrativa mentirosa e muito cínica: a de Cuba como Estado falido (…) Cuba não é um Estado falido, é um Estado cercado. Continuamos sendo uma revolução socialista bem debaixo do nariz do império”, acrescentou o presidente de Cuba. As informações são do g1.

Conflito antigo

Entre os dias 15 e 19 de abril de 1961, aproximadamente 1.400 anticastritas financiados e treinados pela CIA foram até a Baía dos Porcos, local próximo de Havana, sem o sucesso ao tentar derrubar o governo socialista imposto por Fidel Castro. Esta operação foi lançada justamente após Havana colocar em prática a reforma e agrária, além de uma campanha de nacionalizações de empresas e terras americanas.

Oposição do governo cubano desde 1959, Washington aumentou a intensidade da pressão econômica e bloqueou o fornecimento de hidrocarbonetos para a ilha.

Alvo de Trump desde seu primeiro mandato, entre 2017 e 2021, Cuba já teve a política de abertura aplicada por Barack Obama e revertida por Donald Trump. Recentemente, o presidente norte-americano ainda disse que teria a honra de tomar Cuba.

O país voltou a entrar em destaque após a queda de Nicolás Maduro na Venezuela. Através de um decreto assinado por Trump, o presidente autorizou as tarifas contra todos os países que forneçam ou vendam petróleo para a ilha. De acordo com a Casa Branca, com o objetivo de manter a estabilidade do Caribe, essa medida foi adotada.

“Os Estados Unidos têm tolerância zero para as atrocidades do regime comunista cubano e agirão para proteger a política externa, a segurança nacional e os interesses nacionais”, afirma o decreto assinado pelo presidente norte-americano.

Posicionamento do Brasil

Nesta segunda-feira (20), o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que o país é contra qualquer ataque dos Estados Unidos contra Cuba, considerando uma “vergonha mundial” o posicionamento dos americanos. As informações são do Broadcast.

“Eu serei contra a invasão de Cuba como fui contra a da Venezuela, a da Ucrânia, a de Gaza, a do Irã. Sou contra a falta de respeito à integridade territorial das nações. Sou contra qualquer país do mundo se meter a ter ingerência política de como a sociedade de um país deve se organizar ou não. Cadê a autodeterminação dos povos?”, respondeu o presidente em uma pergunta sobre o assunto.

Durante entrevistas à imprensa presente em Hannover, na Alemanha, o presidente ainda destacou que Cuba é vítima e não teve chance de definir o seu destino. “Cuba é vítima de um bloqueio de 70 anos, é uma vergonha mundial. O país não teve a chance, depois da revolução, de conseguir decidir seu destino com uma potência fazendo um bloqueio ideológico contra Cuba. Sou contra qualquer bloqueio e qualquer intervenção de qualquer país”, afirmou.

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