A campanha de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo testou nomes para a vaga de vice e identificou que a ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB), apresentou o melhor desempenho entre os avaliados
Os dados não foram divulgados publicamente, mas indicaram vantagem sobre outros nomes analisados. As informações foram divulgadas pelo Metrópoles.
Simulações internas apontam vantagem
O levantamento considerou diferentes perfis políticos para compor a chapa majoritária e avaliou o potencial eleitoral de cada nome dentro da disputa estadual.
Entre os avaliados, Simone Tebet se destacou nos cenários analisados e superou os demais nomes incluídos no estudo conduzido pela equipe de campanha.
A pesquisa teve caráter reservado, com circulação restrita ao núcleo político responsável pela definição da candidatura.
Outros nomes ficaram atrás
Além da ministra, foram analisadas alternativas como a pecuarista Teka Vendramini, ligada ao agronegócio e considerada uma opção viável dentro da estratégia eleitoral.
Também participaram das simulações nomes como Márcio França, Marina Silva, Tabata Amaral e Marcelo Barbieri, que apresentaram desempenho inferior nos cenários testados.
A comparação entre os nomes foi utilizada como base para orientar as discussões internas sobre a formação da chapa.
Definição ainda não foi anunciada
Apesar do resultado do levantamento, a campanha não formalizou a escolha do vice até o momento e mantém o processo em aberto.
De acordo com o portal Fórum, a decisão envolve negociações políticas e análise de cenários, o que mantém diferentes possibilidades sendo discutidas nos bastidores. Não há prazo público para o anúncio oficial da composição da chapa.
Estratégia busca ampliar base eleitoral
Como apurou O Brasilianista, a escolha do vice integra uma estratégia voltada à ampliação da base de apoio e à atração de eleitores fora do núcleo tradicional do partido.
A campanha considera a necessidade de dialogar com setores específicos, incluindo o agronegócio, que tem peso relevante no interior paulista.
Esse movimento inclui a avaliação de nomes com perfil capaz de ampliar a capilaridade eleitoral da candidatura.
Função vai além da composição formal
Como informou O Brasilianista, o cargo de vice em uma chapa do Executivo envolve responsabilidades políticas e institucionais, incluindo participação na gestão e atuação ao lado do titular.
A posição também é utilizada como instrumento de articulação política e fortalecimento de alianças durante a campanha.
Além disso, o vice pode exercer funções designadas pelo chefe do Executivo e atuar diretamente na condução de projetos.
Trajetória política de Tebet
Como mostrou O Brasilianista, a ministra Simone Tebet ocupa atualmente o Ministério do Planejamento e Orçamento e ganhou projeção nacional após disputar a Presidência da República em 2022.
Sua trajetória inclui atuação como prefeita, vice-governadora e senadora, com experiência em diferentes esferas da administração pública.
A ministra também manifestou intenção de disputar uma vaga no Senado por São Paulo, o que pode influenciar sua decisão sobre integrar a chapa.
Cenário eleitoral pressiona decisões
Como informou O Brasilianista, levantamento da Paraná Pesquisas mostra que Fernando Haddad tem 42,9% de rejeição entre os eleitores paulistas, o maior índice entre os nomes testados.
Já Tarcísio de Freitas registra 27,2%, enquanto outros candidatos aparecem com patamares menores, como Kim Kataguiri, com 17,5%, e Paulo Serra, com 17,3%.
A pesquisa foi realizada com 1.600 entrevistados entre os dias 11 e 14 de abril, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais.
O mesmo levantamento aponta vantagem de Tarcísio nas intenções de voto, com 47,8% no primeiro turno, contra 33,1% de Haddad.
A diferença entre os dois principais nomes também se mantém em simulação de segundo turno, com os mesmos percentuais.
Os dados indicam um intervalo de 14 pontos entre os candidatos, além de uma parcela do eleitorado ainda indefinida, com 6,9% afirmando que poderiam votar em qualquer nome e 10,2% sem resposta.
Impacto da escolha na campanha
A definição do nome que integrará a chapa deve considerar fatores como potencial de voto, capacidade de articulação e influência em diferentes regiões do estado.
A escolha também pode afetar a formação de alianças partidárias e o posicionamento da candidatura no cenário político.

