A balança comercial do Brasil registrou superávit de US$ 0,878 bilhão na terceira semana de abril deste ano, com uma corrente de comércio de US$ 12 bilhões. As informações são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), divulgadas nesta quarta-feira (22).
O resultado da corrente de comércio provém das exportações no valor de US$ 6,4 bilhões e importações de US$ 5,6 bilhões somente na semana analisada, dos dias 12 a 18 de abril.
No comparativo do mês, as exportações somam US$ 21,2 bilhões, enquanto as importações, US$ 13,7 bilhões — o que representa um saldo positivo de US$ 7,5 bilhões e corrente de comércio de US$ 34,9 bilhões.
Já ao longo de 2026, o Brasil ganhou US$ 103,6 bilhões em produtos vendidos, comprando US$ 81,86 bilhões em produtos importados, um saldo positivo de US$ 21,7 bilhões no período e corrente de comércio de US$ 185,4 bilhões.
Exportações e corrente de comércio subindo
Em relação às médias de exportações até a 3ª semana de abril de 2025, houve um crescimento na venda de produtos em 18,5%. Ao mesmo tempo, a aquisição de itens importados também aumentou, mas em menor nível, de 2,7%, frente ao mesmo período do ano passado.
Dessa forma, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.911,46 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 628,67 milhões até a terceira semana do mês. Isso significa um crescimento de 11,7% no fluxo entre 2025 e 2026.
Setores em destaque no mês de abril
O setor agro segue como o destaque de crescimento da exportação do Brasil. No acumulado do mês, a média diária de produtos vendidos registrou aumento de US$ 63,95 milhões (16,1%) em Agropecuária; de US$ 105,12 milhões (29,9%) em Indústria Extrativa e de US$ 106,11 milhões (14,4%) em produtos da Indústria de Transformação.
Por sua vez, as principais importações aconteceram com produtos da Indústria Extrativa, com crescimento de US$ 11,88 milhões (21,8%). Outros setores importadores também registraram na média diária alta de US$ 30,47 milhões (3,0%) em produtos da Indústria de Transformação; e queda de US$ 9,06 milhões (32,0%) em Agropecuária.
Agro sustenta produtividade do trabalho
O nível de produtividade do trabalho no Brasil seguiu o desempenho de 2024, de crescimento de 0,4%. Vale lembrar que o número de empresas de agropecuária que participam das exportações cresceu 60,8% em 10 anos
Conforme mostrado pelo O Brasilianista, essa alta só aconteceu devido ao avanço do setor de agropecuária, com um aumento de 13,2% nas vagas formais de emprego.
Ainda assim, a área em fevereiro deste ano registrou 8.123 criações de vagas, um recuo significativo dos mais de 20,4 mil empregos criados no mesmo período do ano passado.
Além da criação de empregos, a agropecuária brasileira foi o principal motor da economia em 2025, registrando crescimento de 11,7% sobre 2024. O desempenho do setor ajudou a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), que avançou 2,3% no ano, representando cerca de um terço do crescimento total da economia.

