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Economia

Indústria brasileira despenca 40 posições em um ano; Vietnã ultrapassa o país no ranking global

A atividade do setor ficou praticamente estagnada em 2025

Indústria brasileira despenca 40 posições em um ano; Vietnã ultrapassa o país no ranking global

Com avanço quase nulo na produção industrial em 2025, o Brasil despencar no ranking internacional de crescimento do setor, saindo da 24ª para a 64ª posição em apenas um ano. A média global da indústria atingiu 3,9% em 2025, superando o desempenho do ano anterior.

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Enquanto a indústria brasileira praticamente não cresceu, outras economias aceleraram e passaram à frente, incluindo países com menor tradição industrial. Países como Angola, Togo, Vietnã, China e Japão, por exemplo, apresentaram desempenhos melhores ao do Brasil e superaram a produção nacional no ranking.

O levantamento foi realizado pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial elaborado a partir de informações da agência da ONU para o setor, com base na Veja.

O avanço desses países ampliou a distância em relação ao Brasil, que não conseguiu acompanhar o ritmo. Ainda assim, o país permanece à frente de Alemanha, México e África do Sul.

Essa nova configuração sugere uma mudança no equilíbrio da indústria global, com maior presença de economias que vêm ganhando espaço nos últimos anos.

Além de índices de produtividade, o que impacta as indústrias ao redor do mundo são os próximos movimentos da política econômica e do cenário internacional. A evolução da taxa de juros, o comportamento do câmbio e a demanda externa devem influenciar diretamente o desempenho do setor nos próximos meses, especialmente em segmentos mais dependentes de exportações e crédito, além do ritmo da atividade interna.

Quanto a indústria caiu?

Após crescer em 2024, a indústria brasileira praticamente parou em 2025. O avanço foi de apenas 0,1%, sinalizando estagnação.

Levantamentos nacionais também apontam retração. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou queda de 0,2% na produção industrial no período, após alta no ano anterior.

Mesmo com metodologias diferentes, os dados convergem ao indicar perda de dinamismo. O setor deixou para trás o ritmo mais forte observado anteriormente.

Por que a atividade industrial do Brasil caiu?

O desempenho brasileiro ficou muito abaixo do observado em diversas partes do mundo, evidenciando perda de competitividade.

Em geral, vários fatores podem influenciar essa queda, mas o ambiente econômico interno aparece como um dos principais entraves para o desempenho do setor. Isso porque taxa básica de juros elevada durante o período, com a Selic próxima de 14,75% e picos recentes de 15% — um ciclo de queda está previsto para 2026, o que deve melhorar os resultados deste ano.

Um dos efeitos dos juros elevados nível é a dificuldade do acesso ao crédito e encarecimento financiamentos. Empresas acabam adiando projetos de expansão e investimentos em tecnologia, o que reduz a capacidade de crescimento da indústria.

O custo elevado também impacta o consumo: com menor demanda, a produção perde força, criando um ciclo de desaceleração que afeta diretamente os resultados do setor.

Ou seja, essa combinação de maior dificuldade de acesso ao crédito e cautela empresarial ajuda a explicar por que o país não conseguiu acompanhar o avanço de outras economias.

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