De acordo com dados da ApexBrasil, o acordo que entra em vigor no dia 1º de maio, entre União Europeia e Mercosul, pode aumentar as exportações feitas do Brasil para a Europa em até US$ 1 bilhão já no primeiro ano de duração.
Alguns produtos alimentícios, como a farinha de soja, pimenta e o óleo de milho, os produtos de couro, os itens químicos e as máquinas de autopeças e transporte, como é o caso das bombas para combustíveis e aviões e os motores de veículo são exemplos dos primeiros itens a terem suas tarifas reduzidas. Ao todo, o acordo faz a cobertura de 9.000 produtos, com a retirada dos impostos de importação feitos com o decorrer dos anos, de forma escalonada. As informações são da Exame.
Visita de Lula à Alemanha
Em conversa com a Exame, Laudemir Müller, presidente da ApexBrasil, afirmou que os acordos entre o Brasil e a Alemanha mudaram a relação bilateral após a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao país, entre os dias 19 a 21 de abril.
“Estamos diante de um novo momento, onde a gente vai dar um salto no comércio, mas também onde o Brasil tem uma relação noutro patamar com a Alemanha. A Alemanha defendeu e trabalhou muito para que o acordo da União Europeia fosse assinado. A minha sensação, nesse segundo dia de feira, é de que o Brasil surpreendeu a Alemanha e a Europa pela nossa indústria. O Brasil é conhecido pelo agronegócio, mas ainda não era tão conhecido pela indústria. O Brasil é conhecido pelo agronegócio, mas ainda não era tão conhecido pela indústria. E o Brasil está realmente em destaque”, disse Müller.
Ainda durante a entrevista, o presidente da ApexBrasil comentou sobre o aumento da exportação do Brasil para a Europa com o acordo. “Se a gente pegar só os 543 produtos que vão ter tarifa zero, a partir do dia primeiro de maio, isso pode render ao Brasil, no próximo ano, 1 bilhão de dólares a mais na nossa exportação”, completou.
Efeitos imediatos
Conforme noticiado anteriormente pelo O Brasilianista, os efeitos mais visíveis com esse acordo entre União Europeia e Mercosul estão no consumo. A diminuição das tarifas acaba resultando no aumento da oferta dos produtos europeus, mesmo que a queda dos preços não seja, em todos os casos, de forma imediata.
Os produtos farmacêuticos, que estão entre os principais itens de importação da União Europeia, devem ter mudanças. O ajuste nos preços e o aumento na variedade disponível ao longo do tempo são exemplos dessas alterações.
No setor da indústria, o acesso a tecnologias com um menor custo podem ter influência nas decisões de investimento. De forma gradual, as máquinas, equipamentos e componentes importados que são mais baratos podem facilitar os processos de modernização.
Por último, indo para o setor automotivo, a tendência é que taxa de importação seja reduzida gradualmente por volta de até 15 anos. A taxa atual equivale a 35%. Diante disso, eventuais reduções de preço podem ocorrer progressivamente.

