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Economia

Estagflação não deve ocorrer em meio à guerra, diz OCDE

O risco é baixo, apesar do cenário similar aos anos 1970

Estagflação não deve ocorrer em meio à guerra, diz OCDE

O secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Mathias Cormann, afirmou nesta quinta-feira (23) que o risco de estagflação devido à guerra do Oriente Médio é baixo. As informações são da CNN.

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A fala ocorreu em um painel de discussão em um fórum econômico em Delfos, na Grécia.

“O que estamos vivenciando hoje é diferente… A inflação de hoje está sendo impulsionada principalmente por um choque de oferta específico nos preços da energia, em vez da demanda”, disse.

Para ele, a “economia global tem algumas fontes genuínas de força”.

Vale destacar que um cenário de estagflação seria a combinação de crescimento econômico estagnado com inflação e desemprego elevados.

Como funciona a estagflação?

A estagflação é um dos cenários mais desafiadores da economia, e acontece quando três fatores se combinam: desemprego, inflação e economia estagnada. As informações são do O Brasilianista.

Essa situação já aconteceu no passado, nos anos 1970, quando países como Estados Unidos enfrentaram a crise do petróleo. Em meio à guerra do Oriente Médio e o bloqueio do Estreito de Ormuz, principal canal de passagem da commodity, a preocupação voltou a pairar as discussões.

Na época, a economia desacelerou, mas a inflação disparou, representando um grande desafio para governos e bancos centrais.

Situações semelhantes aconteceram perto do Brasil: na Argentina e Venezuela. Os “hermanos” passam por um período de inflação muito alta e crescimento fraco, o que impacta diretamente no poder de compra da população.

Por sua vez, o regime econômico da Venezuela causa a hiperinflação junto ao colapso econômico, o que interfere de forma mais crítica na qualidade de vida dos venezuelanos. Porém, vale destacar que essa premissa é rara, pois uma economia fraca não poderia gerar inflação alta.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) destaca que, no Brasil, essa situação pode ser bem difícil de acontecer atualmente, mesmo com juros elevados e projeção de inflação alta. Isso porque a inflação do país está bem controlada em comparação a outros momentos da história econômica do país.

O crescimento moderado também ajuda a conter o cenário de estagflação. Atualmente, a atuação do Banco Central e do Comitê de Política Monetária (Copom) para definir a política monetária do Brasil tem sido promissora.

Copom tem reunião marcada para a próxima semana, na terça (28) e quarta-feira (29) para definir os rumos dos juros básicos da economia, a Selic. A expectativa do mercado até o momento é de que o comitê siga com o corte previsto de 0,25 pontos percentuais, ou até mesmo 0,5 pontos percentuais.

No entanto, a guerra no Oriente Médio pode mudar mais uma vez esse cenário, visto que não se sabe quando a crise energética deve acabar. Ainda assim, uma estagflação no país ainda tem risco baixo de acontecer.

A estagflação indica que os preços não são o único fator que precisam ser controlados na economia, especialmente para garantir que a economia cresça de forma sustentada e se espalhe para a população.

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