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Economia

Jovens serão os mais impactados pela IA no mercado de trabalho

O efeito não acontece somente no Brasil

Jovens serão os mais impactados pela IA no mercado de trabalho

Jovens de 18 a 29 anos que trabalham em serviços de informação, comunicação e financeiros — setores mais vulneráveis aos impactos inteligência artificial (IA) — têm quase 5% menos chances de conseguir um emprego do que antes da chegada da tecnologia.

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É o que indica um novo estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre).

Para além da utilização dessa ferramenta nas campanhas políticas, o que se tornou uma questão para as eleições de 2026, o trabalho dos brasileiros também pode ser afetado. Segundo o g1, os funcionários recém-ingressos no mercado de trabalho estão entre os mais atingidos pelo desenvolvimento e tendência de uso da IA generativa.

Por outro lado, os trabalhadores mais seniores não devem ser tão afetados, justamente porque o uso da IA é mais utilizado para funções operacionais, como aquelas que os iniciantes geralmente costumam fazer. Os funcionários em cargos de maior responsabilidade, em geral, costumam tomar mais decisões, o que a IA ainda não conseguiria suprir.

Nesse sentido, o levantamento ainda indica que as faixas de trabalhadores de 30 a 44 anos e de 45 a 59 anos foram pouco ou nada afetadas.

A projeção é de que os jovens sintam cada vez mais essa dificuldade no mercado, substituídos pela IA, visto que a adoção da tecnologia pode gerar resultados mais rápidos, mais baratos e até mesmo melhores.

Brasil não é o único impactado

Os efeitos do boom da IA no mercado de trabalho também impacta os países desenvolvidos, regiões onde a automatização do trabalho é mais acelerada.

Ainda segundo o g1, uma pesquisa do Laboratório de Economia Digital de Stanford, nos Estados Unidos, mostrou que o recrutamento de jovens desenvolvedores caiu até 20% em novembro de 2025.

Os setores mais expostos à substituição pela IA registraram uma queda média na empregabilidade de 16%.

Por sua vez, na França, um estudo divulgado em março pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos (Insee) indicou valores de empregabilidade semelhantes. O cenário mostra que as empresas da Europa já passam parte do trabalho “operacional” que costumava ser de funcionários juniores às ferramentas de IA

O mercado de trabalho está “perdido” para os jovens?

É importante destacar que a IA, apesar de diminuir a empregabilidade, não vai sumir completamente com cargos de iniciantes. Afinal, são esses mesmos profissionais que, no futuro, serão as lideranças das companhias.

Por agora, a necessidade é outra: dominar a tecnologia para ser complementar a ela, e não substituível.

Tanto empresas quanto profissionais devem buscar mais competências e saber como funciona a ferramenta, para garantir cargos de maior responsabilidade no futuro.

O problema visto pelos pesquisadores do estudo é a retirada dos jovens do mercado de trabalho. Se eles não participarem das primeiras experiências sem o risco da demissão, a trajetória deles será menos valiosa e não terão como se tornar bons líderes.

Nesse cenário, a democratização do acesso a ferramentas de IA é essencial para garantir benefícios aos funcionários e a produtividade necessária.

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