Em debate sobre o cenário eleitoral promovido pela Arko Advice, nesta quarta-feira (22), o pré-candidato à presidência da República, Romeu Zema, se posicionou contrário à redução da escala 6×1, classificando a medida como populista. No entanto, defendeu que haja discussão de modelos alternativos de contratação no Brasil. O nosso colunista Cristiano Noronha tem mais detalhes sobre as declarações do ex-governador de Minas Gerais, bem como as principais informações do cenário político desta quinta-feira (23).
Na oportunidade, Romeu Zema avaliou que a retirada da taxa das blusinhas, em discussão no momento, seria outra medida populista proposta pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), assim como a proposta de gratuidade do transporte público em todo o território nacional. Segundo Zema, no ano passado, ele conversou com o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro sobre a sua candidatura ao Palácio do Planalto, que apoio a iniciativa ao afirmar que diversidade de candidatos fortalece a direita na disputa, por agregar votos para o campo político.
Com isso, há sinalização de que Romeu Zema pretende levar a sua candidatura à presidência até o fim das eleições. Sobre um possível embate no segundo turno, o ex-governador acredita que todos os candidatos de direita devem se unir na tentativa de derrotar o presidente Lula.
Minerais estratégicos
O relator do projeto que propõe a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania), adiou a apresentação do relatório dele para a próxima semana, sob a justificativa de que o adiamento parte do governo para negociar as alterações. Conforme afirma Cristiano Noronha, um dos principais pontos de embate trata da não inclusão no relatório da criação da Terrabras, que é uma estatal defendida pelo governo para coordenar a atuação brasileira em minerais críticos.
O presidente Lula esteve em reunião para deliberação do tema, nesta quarta-feira (22), com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira; da Casa Civil, Rui Costa; da Fazenda, Dario Durigan; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa; do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti; e da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães.
O novo texto deve contar entre outras medidas com o fundo garantidor da atividade mineral e um programa federal que vai atuar como fonte de recursos para o beneficiamento e transformação da indústria de mineração. O relatório também deve instituir um certificado mineral de carbono, um cadastro nacional de minerais críticos e estratégicos para identificação e leilões para produção de minerais.
CJJ aprova admissibilidade do fim da escala 6×1
A admissibilidade de duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) para a redução da jornada de trabalho no país foram aprovadas, nesta quarta-feira (22), pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ). O próximo passado será a criação de uma comissão especial pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. Há expectativas de que esse grupo seja instalado na próxima semana.
O presidente Lula vai defender esse tema na primeira propaganda partidária do Partido do Trabalhador (PT) nesse ano, que será veiculada hoje em cadeia nacional de rádio e televisão. Na avaliação de Cristiano Noronha, em meio minuto, o presidente vai dizer que a jornada atual é injusta e que o governo está propondo uma redução sem corte de salário. Lula aposta na medida para melhorar seus índices de popularidade e, consequentemente, suas intenções de votos nas eleições de 2026.

