De acordo com dados divulgados pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), nesta sexta-feira (24), através de um olhar mais focado no atual momento, a confiança do consumidor brasileiro teve o nível mais alto registrado no mês de abril desde o final de 2025.
Os dados revelam uma avaliação menos pessimista por parte da população, movida pelo mercado de trabalho mais ativo e uma inflação mais baixa. Além disso, uma melhora significativa sobre a situação financeira das famílias é um ponto de destaque.
Aumento dos índices
Segundo os dados publicados, o ICC (Índice de Confiança do Consumidor) alcançou os 89,1 pontos, avançando 1,0 ponto em abril, maior nível desde o mês de dezembro do ano passado. Se considerada a média móvel trimestral, o índice teve um aumento para 87,8 pontos, subindo ao todo 0,6 ponto.
Entre os quesitos considerados para o IE (Índice de de Expectativas), o indicador de situação econômica local futura não obteve mudanças, mantendo-se nos 105,5 pontos. Além disso, o indicador de compras previstas de bens duráveis acabou sofrendo uma baixa para 82,5 pontos, ocasionado por um recuo de 0,3 ponto.
Agora em quesitos da ISA (Índice de Situação Atual), o indicador de situação econômica local atual teve um avanço de 0,3 ponto, alcançando os 95,0 pontos totais. Seguindo a mesma projeção, o indicador de situação financeira atual da família atingiu seu maior nível desde o mês de fevereiro de 2020 (quando atingiu os 77,2 ponto), chegando aos 76,0 pontos com um aumento de 3,9 pontos.
Influência das altas
Por conta da influência das melhoras nos dois índices, explica-se a alta do ICC no mês de abril. Anna Carolina Gouveia, economista do FGV IBRE, afirma que essa alta é muito por conta da percepção positiva dada ao momento atual. Além disso, destaca que a isenção do imposto de renda deu certo alívio para as famílias que possuem uma renda menor.
“A segunda alta consecutiva da confiança do consumidor foi impulsionada, principalmente, pela melhora da percepção sobre o momento atual. Entre os quesitos, houve melhora da avaliação sobre a situação financeira das famílias, sobretudo dos consumidores da faixa de renda mais baixa, que recebem até R$ 2.100,00 no mês. A inflação mais baixa e um mercado de trabalho robusto têm sido fatores primordiais para uma avaliação menos pessimista dos consumidores, mas nos últimos meses a isenção do imposto de renda pode ter representado um alívio pontual para as famílias de menor renda”, disse a economista.
Queda no início do ano
Como noticiado anteriormente pelo O Brasilianista, em janeiro deste ano o ICC registrou uma redução de 1,8 ponto em comparação a dezembro do anos passado, chegando a 87,3 pontos. Na época, foi o nível mais baixo registrado desde o mês de outubro do ano passado.
Ao todo, o ISA obteve uma queda de 0,8 ponto e o IE atingiu os 91,3 pontos, em um recuo que alcançou os 2,5 pontos.

