O Pix virou um dos meios de pagamento favoritos dos brasileiros, mas já chamou a atenção de outros países e agora busca se firmar na internacionalização dos serviços.
E ainda é possível fazer transferências sem olhar para o câmbio ou ter cartões internacionais — o que pode gerar custos a mais nos bancos tradicionais por aqui.
Lançado pelo Banco Central (BC) em 2020, o Pix já é utilizado por 80% da população brasileira, de acordo com a entidade, garantindo uma forma de transação automática sem dependência de uma instituição financeira privada.
Em pouco mais de cinco anos de criação, o Pix compete sua quantidade de uso com o cartão de crédito, por exemplo.
A internacionalização acontece de forma gradual, de acordo com o InfoMoney, visto que sua utilização depende de acordos entre bancos e lojistas estrangeiros, mas o modelo pode mudar a experiência de consumo para turistas e estabelecimentos.
Brasileiros já conseguem utilizar o Pix em viagens internacionais por meio de leituras de QR Codes, em estabelecimentos que estejam integrados na plataforma. Isso facilita o pagamento, além de garantir transações em reais para alguns casos.
No Brasil, a ferramenta concentra as transações financeiras a qualquer momento com a segurança e respaldo de ser uma ferramenta pública e que cumpre regulamentos de transparência. Ou seja, é uma plataforma segura e respaldada pelo BC em caso de problemas.
Hoje, o Pix ultrapassa as transferências entre pessoas físicas e garante recursos como PIX Cobrança, PIX Saque, PIX Troco, PIX Agendado, PIX por Aproximação, PIX Parcelado, além da integração com o Open Finance, em que instituições financeiras podem conferir as informações de outras contas de instituições diferentes, desde que seja do mesmo titular.
Como usar o Pix fora do Brasil?
De acordo com o InfoMoney, para utilizar o Pix fora do Brasil, o processo funciona da mesma maneira que os usuários já estão acostumados, mas somente pelo uso de um QR Code, sem opção de chave Pix.
Na hora da compra, a loja gera um QR Code com o valor já convertido para reais que o cliente pode escanear e pagar normalmente. Isso tira a necessidade de uso do cartão internacional ou prévia de câmbio.
Isso é possível por meio de novos modelos de instituições de pagamento que integram o Pix e outros sistemas de transferências instantâneas ao redor do mundo, mas especialmente na América Latina.
Atualmente, já existem soluções do tipo em países como Paraguai, França, Portugal, Espanha, Argentina e Uruguai. Ainda, há planos de expansão para outros mercados na América Latina e até nos Estados Unidos.
Acordos em jogo
O principal impasse no momento são os acordos para que o uso do Pix fora do Brasil seja devidamente regulamentado e permitido.
Isso limita a adoção da ferramenta em larga escala no curto prazo.
Ainda assim, negociações estão em andamento para que os mercados se transformem com o uso do Pix e outras ferramentas de transação instantâneas.

