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Os novos irmãos siameses da política de Alagoas

Relação histórica influenciou disputas eleitorais ao longo dos anos

Os novos irmãos siameses da política de Alagoas

Durante muito tempo, Alagoas conviveu com uma dupla que, de tão afinada, ganhou um apelido digno de crônica política: os “irmãos siameses”.

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Renan Calheiros e Teotônio Vilela Filho caminharam juntos por anos, dividindo não apenas palanques, mas estratégias, espaços e poder.

Em 2006, esse arranjo atingiu um de seus capítulos mais emblemáticos. De um lado, a força quase imbatível de João Lyra, embalado pela chamada “onda laranja”, que parecia varrer o estado do sertão ao litoral.

Do outro, uma articulação silenciosa, paciente, quase cirúrgica, que lançou Teotônio Vilela Filho ao governo com o apoio de Renan Calheiros. O resultado? Uma vitória improvável para quem olhava apenas a superfície. A política, mais uma vez, mostrando que barulho nem sempre ganha eleição.

Pois bem. Vinte anos se passaram. Mudaram os rostos, mudaram os discursos, mudaram até os meios, hoje com redes sociais, cortes de vídeo e militâncias digitais. Mas certas práticas… essas parecem ter uma resistência admirável ao tempo.

Nos bastidores, longe das câmeras e dos palanques inflamados, corre uma conversa que ninguém assume publicamente, mas cujos detalhes os aliados próximos conhecem. Fala-se na existência de novos “irmãos siameses”.

Dois nomes que, oficialmente, ocupam lados opostos do ringue. Dois projetos que, para o grande público, se vendem como antagônicos. Dois discursos que, na vitrine, parecem incompatíveis.

Mas que, curiosamente, mantêm um diálogo constante, por mensagens de WhatsApp e ligações demoradas. A política, como sempre, ensinando que nem tudo que parece confronto é, de fato, guerra.

Autor: Lininho Novais

*Esta coluna foi originalmente publicada no BNews Alagoas

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