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Geopolítica

China barra compra da Manus pela Meta em meio à disputa pela supremacia da IA; entenda

Reguladores chineses articulam medidas para barrar investimentos de empresas de tecnologia do país com os EUA sem aprovação do governo

China barra compra da Manus pela Meta em meio à disputa pela supremacia da IA; entenda

A operação para a aquisição da Manus, empresa desenvolvedora de agentes autônomos de Inteligência Artificial (IA) do país asiático, pela Meta, foi impedida pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China (NDRC). O bloqueio da compra, avaliada em US$ 2 bilhões (cerca de R$ 10 bilhões), ocorre em meio às barreiras impostas pela China para pressionar empresas de tecnologia a não realizarem investimentos no país em parceria com os Estados Unidos.

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Segundo informações do The Guardian, a Meta Platforms, conglomerado responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, anunciou, em dezembro de 2025, a compra da Manus. No entanto, o principal órgão de planejamento econômico da China informou em comunicado, que proibirá o investimento estrangeiro na aquisição do projeto, assim como deve tomar iniciativas para exigir que as partes envolvidas na transação voltem atrás nas deliberações.

A tentativa de compra pela Meta ocorre como parte da estratégia da companhia de investir bilhões de dólares em sua iniciativa de inteligência artificial, como informou a empresa no anúncio da operação. Sobre a decisão da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China, a Meta disse que “a transação cumpriu integralmente a legislação aplicável. Prevemos uma resolução adequada para a investigação”.

China tenta impedir investimentos dos EUA

Informações recentes apontam que reguladores chineses articulam novas medidas e ações estratégicas para barrar investimentos de empresas de tecnologia do país, considerado um dos mais avançados do mundo em inteligência artificial, com os Estados Unidos sem aprovação prévia e autorização formal do governo. Inclusive, há informações de que várias companhias do setor receberam alertas para rejeitarem financiamento com o país norte-americano, a não ser que recebam aprovação explícita de Pequim.

Em maio, acontece uma cúpula planejada entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, fator que pode ter influenciado nas ações classificadas como repentinas do país asiático. Atualmente, China e os EUA são as principais superpotências responsáveis pelos maiores projetos de IA do mundo. Juntos, os países possuem 20 modelos de melhor desempenho produzidos.

Em 2025, a China realizou reprovações destinadas CK Hutchison, empresa do bilionário Li Ka-shing, por ter concordado com a venda de dezenas de portos em todo o mundo por US$ 23 bilhões para um consórcio liderado pela gestora de ativos americana BlackRock, ação que foi aprovada pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Recentemente, o presidente norte-americano disse o seguinte sobre a chamada corrida da supremacia da IA entre Pequim e Washington: “estamos liderando a China por uma margem enorme”.

Manus

A empresa de Inteligência Artificial Manus, lançada em Pequim, em 2024, e sediada em Singapura, é um agente de IA capaz de executar múltiplas tarefas, como planejar férias, lidar com consultas de clientes ou elaborar apresentações de pesquisa, sem intervenção humana. Segundo informações do China Daily, a Manus, considerada mídia estatal e por comentaristas como a próxima DeepSeek da China, obteve uma ferramenta que alcançou desempenho de ponta em todos os três níveis de dificuldade, colocando o agente à frente da OpenAI.

“Este não é apenas mais um chatbot ou ferramenta de fluxo de trabalho”, disse o cofundador e cientista-chefe da Manus AI, Ji Yichao. “É um agente verdadeiramente autônomo que preenche a lacuna entre a concepção e a execução”, completou.

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