Através dos dados do levantamento BTG/Nexus de abril, é possível notar que não houve muitas mudanças no cenário eleitoral atual. O domínio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do senador Flávio Bolsonaro no topo da lista ainda não é ameaçado por Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, e nem pelos outros adversários.
Mesmo após quatro semanas da confirmação de Caiado como pré-candidato, o cenário permanece o mesmo. As informações são da Nexus.
Endividamento dos brasileiros
Além da intenção de votos, foi investigado também o nível de endividamento do povo brasileiro. A partir das respostas dos entrevistados, 59% deles possuem alguma dívida. Metade dos eleitores também relatou, a partir de uma cesta de nove itens, que contava com serviços, produtos e contas, que possuem uma dificuldade maior com o consumo, em relação ao governo anterior, pelo qual chegou ao fim em dezembro de 2022. Esses dados são considerados a partir do pagamento de contas e a compra de itens e alimentos.
Com base nos dados, é possível notar uma influência no comportamento eleitoral diante do cenário atual. Em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a escolha pelo atual presidente tem uma preferência clara entre as pessoas que dizem ter pouca ou nenhuma dificuldade de consumo nos dias atuais. Os indivíduos que possuem uma maior dificuldade em pagar contas e efetuar compras preferem o comando de Flávio Bolsonaro. Vale lembrar que a comparação é feita sempre em relação ao governo anterior.
Cenário eleitoral
Se comparado ao levantamento BTG/Nexus do mês de março, Lula permaneceu nos 41%, já Flávio Bolsonaro teve oscilações de 38% a 36%, que estão dentro da margem de erro. Renan Santos, pré-candidato pelo partido Missão, obteve o maior crescimento dentro da margem, indo de 3% a 4% das intenções de voto.
A aprovação do Governo Lula foi outro fator que melhorou diante da margem de erro da pesquisa (considerada de 2pp, para mais ou menos). Saindo de um saldo negativo de -6pp para -3pp, a taxa de aprovação teve uma oscilação de 45% para 46%, já a desaprovação saiu de 51% para 49%.
Na simulação de um possível segundo turno, Flávio oscilou de 46% para 45%, enquanto Lula manteve seu percentual em 46%, o mesmo da última rodada. Dessa forma, um empate técnico entre os candidatos é considerado. Na parte da rejeição, onde os eleitores definem que não votariam de forma alguma em determinado candidato, a porcentagem ficou empatada, ambos com 48%. Semanas atrás, a rejeição de Lula estava em 49%. Outro ponto que segue sem alterações, em 30%, é a de voto espontâneo.
A Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados realizou entrevistas por meio do telefone com 2.028 pessoas entre os dias 24 e 26 de abril. Registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), numerada por BR-01075/2026, o levantamento investigou a intenção de votos dos eleitores.

