Publicidade
Economia

China desembarca mais de US$ 2 bilhões em vendas de carros no Brasil no 1º trimestre

Seja em eletrificados ou à combustão, o país asiático aproveitou uma oportunidade fiscal para aumentar as exportações

China desembarca mais de US$ 2 bilhões em vendas de carros no Brasil no 1º trimestre

O primeiro trimestre de 2026 registrou uma entrada massiva de veículos chineses no Brasil, em um valor equivalente a US$ 2,16 bilhões entre janeiro e março. Esse valor é quase o triplo registrado no mesmo período do ano passado, de US$ 763,8 milhões, segundo o Valor Econômico com base em dados da Alfândega da China.

Publicidade

E se engana quem acredita que a entrada foi somente dos “queridinhos” eletrificados, pois os carros à combustão também entraram em peso, ainda que em menor representação.

Além disso, o montante exportado ao Brasil foi maior ao primeiro trimestre de 2024, quando as vendas tinham registrado impressionantes US$ 1,17 bilhão. Esse resultado concede ao país o terceiro principal destino de veículos de 2025 para 2026 — os primeiros lugares ficam com Rússia e Reino Unido.

Olhando somente para a frota eletrificada e híbrida, o Brasil saiu do quinto para o terceiro lugar, atrás de Bélgica e Reino Unido. Até mesmo na classificação dos carros a combustão o Brasil também ganha destaque, chegando à sétima posição.

Vale lembrar que nem todos esses veículos já chegaram no Brasil, mas parte da frota já está em trânsito.

Para especialistas entrevistados pelo Valor Econômico, esse movimento pode ser o último aumento das exportações chinesas, impulsionado pela elevação de taxas de importação de veículos elétricos e híbridos no Brasil em breve. Para julho, as alíquotas devem chegar a 35%, frente aos atuais 28% para híbridos plug-in e 25% para veículos elétricos.

Pressão chinesa

cenário automotivo do Brasil já sofre os impactos no segmento de aluguel de carros e influencia diretamente o estabelecimento de tarifas e o desgaste contábil dos ativos, como mostra esta matéria do O Brasilianista.

Nesse meio, o BYD Dolphin Mini, por exemplo, está entre os dez automóveis mais comercializados do país em março de 2026.

Mais baratos, com design e tecnologia inovadores e incentivos fiscais do governo brasileiro, os carros chineses devem ganhar cada vez mais espaço no Brasil. Essa tendência pode acabar pressionando os preços.

China é principal parceiro comercial do Brasil

Dados da Comex, compilados pelo O Brasilianista nesta matéria, indicam que o fluxo de comércio entre os dois países no primeiro trimestre do ano foi de US$ 41,7 bilhões.

A China aumentou as compras de produtos brasileiros em 17,8%, totalizando US$ 10,49 bilhões no período. No lado das importações, o Brasil garantiu maior entrada de produtos chineses, com o aumento de 32,9% nas importações do país asiático no mês, especialmente impulsionado pela entrada de carros.

Ainda assim, o setor de maior vantagem para o comércio exterior com a China é o de Agropecuária.

Em segundo lugar, aparece os Estados Unidos, que garantiram uma corrente de comércio de US$ 16,9 bilhões no primeiro trimestre. No contraste, vale observar que as transações com a China foram quase 60% maiores do que as realizadas os americanos.

O Brasil é mais carente de importações americanas do que o efeito contrário, especialmente na Indústria da Transformação.

Siga O Brasilianista nas redes sociais para mais notícias