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Política

O que acontece em caso de aprovação na CCJ e quais são os próximos passos para um indicado ao STF?

Após a sabatina, nome ainda precisa passar por votação no plenário do Senado antes da nomeação oficial

O que acontece em caso de aprovação na CCJ e quais são os próximos passos para um indicado ao STF?

O advogado-geral da União, Jorge Messias, será sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nesta quarta-feira (29), a partir das 9h, como parte do processo para sua indicação ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Além dele, também serão avaliadas, na mesma sessão, as indicações de Margareth Rodrigues Costa para o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e de Tarcijany Linhares Aguiar Machado para a Defensoria Pública da União (DPU), conforme informou a Agência Senado.

Etapas após análise na comissão

Após a sabatina, os senadores da CCJ votam o relatório sobre a indicação, que no caso de Jorge Messias foi apresentado de forma favorável pelo senador Weverton (PDT-MA).

Se aprovado na comissão, o nome segue para apreciação no plenário do Senado, onde será submetido a uma nova votação.

O processo exige maioria absoluta dos senadores para aprovação final, o que corresponde a pelo menos 41 votos favoráveis entre os 81 parlamentares. Tanto na CCJ quanto no plenário, a votação ocorre de forma secreta.

A pauta do plenário pode ser organizada para concentrar a análise dessas indicações no mesmo dia, conforme previsão anunciada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o que pode acelerar a tramitação logo após a etapa na comissão.

Funcionamento da sabatina e votação

Segundo a CNN Brasil, o processo de sabatina é uma etapa central da análise, com duração média entre 8 e 12 horas, durante as quais os senadores podem questionar o indicado sobre temas jurídicos, políticos e até aspectos pessoais.

Cada parlamentar inscrito tem tempo determinado para perguntas, com possibilidade de réplica e tréplica.

Para avançar, o indicado precisa conquistar ao menos 14 votos favoráveis na CCJ. Após essa etapa, o relatório aprovado é encaminhado ao plenário, onde ocorre a votação decisiva que define se o nome será confirmado para o cargo.

Esse modelo de avaliação é inspirado no sistema adotado pela Suprema Corte dos Estados Unidos, combinando análise técnica e articulação política ao longo do processo.

Origem da vaga

O Brasilianista informou que a indicação de Jorge Messias está relacionada à aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso, ocorrida em 2025.

Para assumir a vaga, o indicado precisa atender aos critérios previstos na Constituição, como idade entre 35 e 70 anos, notável saber jurídico e reputação ilibada.

Caso obtenha aprovação no Senado, Messias passará a ocupar um dos cargos mais relevantes do Judiciário brasileiro, deixando sua função atual no Executivo para atuar como guardião da Constituição.

O texto também aponta que o processo de escolha envolve fatores técnicos e políticos, incluindo a avaliação da trajetória profissional e a relação do indicado com diferentes atores institucionais.

Nomeação e posse no Supremo

Após a aprovação no plenário, a etapa seguinte é a nomeação formal pelo presidente da República, realizada por meio de decreto publicado no Diário Oficial da União. Esse ato oficializa a escolha e permite o prosseguimento para a posse.

A posse ocorre em cerimônia no próprio Supremo Tribunal Federal, com a presença de representantes dos Três Poderes.

Durante o evento, o novo ministro assina o termo de compromisso e o livro de posse, formalizando sua entrada na Corte.

Após assumir o cargo, o ministro passa a integrar o colegiado do STF e pode herdar processos que estavam sob responsabilidade de seu antecessor, dando continuidade à tramitação de casos já em andamento.

Outras indicações na mesma sessão

No caso de Margareth Costa, o relatório destaca sua experiência na Justiça do Trabalho desde 1990 e atuação em cargos de gestão no Judiciário.

Já Tarcijany Machado tem trajetória na Defensoria Pública da União desde 2013, com atuação em diferentes estados e participação em iniciativas ligadas a direitos humanos.

As três indicações seguem o mesmo rito de tramitação, com sabatina, votação na comissão e posterior análise no plenário do Senado.

Articulação política

O Brasilianista aponta que Jorge Messias deve alcançar apoio suficiente entre os senadores para garantir sua aprovação, considerando a necessidade de maioria absoluta.

O processo envolve articulações políticas realizadas previamente à sabatina, incluindo diálogo com parlamentares.

A indicação foi anunciada meses antes de ser formalmente enviada ao Senado, o que gerou um período de negociações e ajustes entre o Executivo e o Legislativo.

A definição final dependerá das votações previstas para esta quarta-feira, que podem concluir todas as etapas necessárias para a nomeação ainda no mesmo dia.

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