Simone Tebet definiu de forma direta como pretende participar das eleições de 2026 e descartou assumir um papel secundário em uma eventual chapa majoritária. A ex-ministra afirmou que sua presença na disputa está condicionada a um único cenário possível, deixando de lado outras alternativas que vinham sendo cogitadas nos bastidores políticos.
“Ou eu sou candidata ao Senado ou não sou candidata a nada”, disse, ao comentar seu futuro eleitoral. A declaração coloca um limite claro diante de especulações sobre alianças no estado de São Paulo, especialmente em torno do nome do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
A fala foi feita durante entrevista ao programa Amarelas On Air. Segundo a Revista Veja, Tebet deixou o Ministério do Planejamento no mês passado e passou a ser mencionada como um dos nomes possíveis para compor chapas nas eleições do próximo ciclo.
Ao longo da conversa, a ex-ministra também abordou a forma como conduziu sua atuação no governo federal. Ela descreveu seu estilo como firme e pouco alinhado à ideia de uma postura mais discreta. “Eu não penso que eu sou assim, essa ‘florzinha educadinha. Sou não. Eu tenho uma personalidade forte, eu imponho”, afirmou.
Relação com Haddad e funcionamento da equipe
Durante a entrevista, Tebet relembrou sua convivência com Fernando Haddad dentro da equipe econômica. Ela afirmou que a relação entre os ministérios era marcada por debates técnicos constantes e divergências antes da consolidação de decisões oficiais.
Segundo a ex-ministra, o processo interno envolvia discussões diretas e, por vezes, intensas, que eram resolvidas antes da apresentação de uma posição unificada. “A gente lavava roupa suja entre nós e depois chegava com a bola redondinha”, afirmou, ao descrever a dinâmica de trabalho entre Planejamento e Fazenda.
Ela também indicou que ocupava um espaço distinto dentro do governo, com uma visão econômica mais próxima do liberalismo em comparação ao perfil predominante da gestão. Essa diferença, segundo Tebet, contribuía para ampliar o debate técnico e oferecer mais alternativas antes da definição das políticas públicas.
Ainda de acordo com Tebet, esse ambiente de confronto de ideias era incentivado pelo presidente da República. “Ele gosta do contraditório”, disse.
Divergências e alinhamento final
Apesar das diferenças de visão, Tebet afirmou que o processo decisório terminava com alinhamento entre os integrantes da equipe. Segundo ela, havia respeito à coordenação do Ministério da Fazenda, mesmo nos casos em que suas propostas não eram adotadas.
A ex-ministra indicou que as divergências não resultavam em rupturas internas, mas faziam parte da construção das políticas públicas. Ela destacou que o debate era tratado como etapa necessária antes da definição final das medidas econômicas.
Ao relembrar esse período, Tebet também esclareceu que sua atuação foi marcada pela disposição de se posicionar, mesmo em cenários de discordância. A postura, segundo ela, fazia parte do papel que desempenhava dentro do governo.
No campo eleitoral, Tebet descartou a possibilidade de integrar uma chapa como vice e condicionou sua participação na disputa a uma candidatura ao Senado. A declaração foi feita de forma direta ao abordar seu futuro político durante a entrevista.
Ou seja, com isso, a ex-ministra estabeleceu um único caminho para eventual participação nas eleições, sem indicar abertura para outras composições.

