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Política

Imagem de Jorge Messias chorando em carro após rejeição do Senado é falsa

Em foto verdadeira, o indicado a ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal aparece com expressão neutra

Imagem de Jorge Messias chorando em carro após rejeição do Senado é falsa

Imagem que circula nas redes sociais, na qual o advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, está chorando ao deixar o Senado Federal após rejeição em sabatina, foi desmentida por fotógrafo oficial responsável pelo registro. Na foto verdadeira, o indicado a ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal aparece com expressão neutra.

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Em declaração sobre a manipulação da imagem, o veículo de notícias Metrópoles, onde trabalha o fotógrafo Kebec Nogueira, afirmou que a foto foi alterada com o uso de inteligência artificial (IA) e, posteriormente, passou a circular rapidamente nas redes sociais. No registro original, Jorge Messias aparece no banco traseiro de um carro, ao lado da esposa, Karina Messias, com expressão neutra.

“A foto falsa, no entanto, mostra Messias chorando dentro do veículo. A imagem circulou por perfis na internet, insinuando que ele teria essa reação por conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) depois do resultado do Congresso Nacional”, disse o Metrópoles.


IA na política

A crescente utilização da Inteligência Artificial na política levanta preocupações sobre a disseminação de conteúdos manipulados, que rapidamente podem ser propagados sem o devido controle. A viralização de conteúdos falsos preocupa principalmente, a atuação do Judiciário, uma vez que, segundo o ex-ministro Roberto Barroso, tem o poder de facilitar novos tipos de crimes, como a criação de deepfakes para destruir reputações ou manipular o processo político.

Em entrevista ao O Brasilianista, o especialista em tecnologia Tiago Morelli, fundador da Go Enablers e Zaia, afirmou que um dos principais perigos ligados à utilização de IA em conteúdos relacionados à política está na capacidade de influenciar a opinião pública.

Sabatina de Jorge Messias

Apesar da imagem fora de contexto ser falsa, há registros de que, durante sua sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na qual foi aprovado, Jorge Messias chegou a se emocionar. Em momentos da sessão, o advogado-geral da União demostrou sensibilidade ao abordar a sua trajetória pessoal e profissional. Durante o discurso, ele defendeu que o Judiciário não deve substituir decisões políticas. “O Judiciário deve cumprir papel residual e complementar”, afirmou. “Juiz que coloca suas convicções religiosas acima da Constituição não é juiz”.

Conforme apuração realizada pelo O Brasilianista, o momento no Senado Federal foi marcado por salas com lotação máxima e corredores movimentados como o registrado apenas em momentos importantes para o cenário político. Até então, as discussões eram sobre se o nome indicado pelo presidente Lula seria aprovado ou rejeitado.

Mais tarde, a rejeição dos senadores à indicação do advogado-geral da União para uma cadeira na Suprema Corte se transformou em um momento histórico. Sobre a recusa de seu nome, Jorge Messias aproveitou o momento de fala para transmitir certa estabilidade. Citando um trecho bíblico, afirmou que era necessário aceitar a decisão. “Temos que aceitar. O Senado é soberano, faz parte do processo saber ganhar e saber perder.”

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