Um ato organizado por grupos de direita na Avenida Paulista reuniu 47 pessoas por volta das 12h20 desta sexta-feira (01), segundo contagem do UOL.
A manifestação foi marcada no Dia do Trabalhador, com pautas políticas como anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.
Baixa presença marca mobilização na Paulista
O ato começou às 11h e tinha previsão de se estender até o fim da tarde, mas registrou presença reduzida ao longo do dia, com menos de 50 pessoas no horário de pico inicial.
A manifestação foi organizada pelo grupo Patriotas do QG, que havia reservado o espaço com antecedência.
O evento contou com bandeiras do Brasil, camisetas com referências ao ex-presidente Jair Bolsonaro e discursos com críticas ao Supremo Tribunal Federal. Frases como “Supremo é o povo” apareceram em cartazes e falas durante o ato.
A programação previa divisão em dois períodos, além da exibição de conteúdos relacionados ao ex-presidente em um telão montado no local.
Disputa política influenciou organização
De acordo com O Brasilianista, a realização do ato na Paulista ocorreu após disputa entre grupos de direita e esquerda pelo uso da avenida no Dia do Trabalhador.
A Polícia Militar autorizou previamente a ocupação pelos organizadores ligados à direita, o que levou movimentos sindicais a realizarem manifestações em outros pontos da cidade.
A mobilização foi convocada por grupos como Patriotas do QG, Voz da Nação e Marcha da Liberdade, com foco em pautas políticas, incluindo críticas ao STF, defesa de anistia e apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.
A expectativa inicial incluía a presença de lideranças políticas e maior adesão, em um contexto de mobilização já voltado para o cenário eleitoral.
Ocupação reduzida e espaço limitado
O ato utilizou apenas uma calçada da Avenida Paulista, sem ocupar toda a via, o que também refletiu o número limitado de participantes presentes ao longo do dia.
Enquanto isso, manifestações organizadas por movimentos de esquerda ocorreram em outros locais da capital paulista, como a Praça Roosevelt e a região da Liberdade.
A deputada Erika Hilton criticou a ausência de atos trabalhistas na Paulista, apontando impacto da decisão sobre o uso do espaço público durante o 1º de Maio.
Registros de tensão durante a manifestação
O ato também teve episódios de tensão envolvendo pessoas que passaram pelo local. Uma mulher que gritou contra a anistia foi xingada por participantes, enquanto outra foi empurrada durante uma confusão e precisou ser retirada pela Polícia Militar.
Discursos no carro de som incluíram falas com críticas a opositores e menções a temas religiosos e políticos, ampliando o escopo da manifestação para além das pautas trabalhistas.
A presença de elementos simbólicos, como fantasias e bandeiras internacionais, também marcou o ambiente do ato, que manteve público reduzido ao longo do dia, mesmo com programação prevista até o fim da tarde.
Bolsonaro em recuperação após cirurgia
Como informou O Brasilianista, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado e submetido à cirurgia no ombro direito após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), procedimento realizado enquanto ele cumpre prisão domiciliar humanitária desde o fim de março.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou, em nota publicada nas redes sociais, que o ex-presidente passou pela operação nesta sexta-feira (01) e segue em fase inicial de recuperação.
Em publicação complementar nos stories, Michelle também pediu orações e apoio durante o período pós-operatório, destacando o momento de recuperação após o procedimento.
A intervenção foi indicada para tratar lesão no manguito rotador e deve ser seguida por acompanhamento médico contínuo, com monitoramento clínico e etapas de reabilitação nas próximas semanas.

