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Economia

Acordo Mercosul–UE começa a valer com exigências para exportações

Um dos principais fatores relacionados ao acordo diz respeito às questões burocráticas e sanitárias

Acordo Mercosul–UE começa a valer com exigências para exportações

Em vigor no Brasil desde o dia 1º de maio, o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia aparece como uma oportunidade para as exportadoras do país ao oferecer redução nas tarifas de importações de produtos brasileiros ao mercado europeu. No entanto, o potencial de crescimento está condicionado às adaptações e observações necessárias por parte das empresas para que a realização das vendas para o exterior sigam as normas impostas e beneficie ambas as partes envolvidas.

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A aliança assinada em janeiro representa o maior acordo comercial firmado pelo bloco sul-americano por envolver os países do Mercosul, como Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, e os 27 países da União Europeia. Juntos, os participantes possuem uma população de cerca de 720 milhões de habitantes e cerca de US$ 22 trilhões em Produto Interno Bruto (PIB), simbolizando uma importante relação multilateral.

Redução total ou gradual

As tarifas de importação sobre aproximadamente 95% dos bens vendidos pelo Brasil irão acontecer de forma imediata ou gradual, com prazos que podem ficar entre quatro a 12 anos. Na prática, a medida estabelece que o benefício comece com tarifa zero em alguns produtos e em outros aconteça a redução aos poucos, fator observado principalmente no setor de químicos, segundo o CNBC.

Projeção da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que cerca de 5 mil produtos passaram a ter tarifa zero no mercado europeu a partir do momento em que a medida entrou em vigor. Cerca de 93% desses produtos são de bens industriais, com peso de 802 produtos do setor, que envolvem mercadorias como compressores, lubrificantes e bombas para combustíveis.

Além disso, a medida atinge 12,5% dos alimentos, com 468 produtos que terão redução na taxa de importação de forma gradual, enquanto no setor de químicos apenas 8,1% do total dos produtos já estão com redução imediata. Diante disso, empresas devem avaliar quais as melhores oportunidades neste momento, assim como observar a demanda no mercado europeu e outras questões relacionadas à estratégia de vendas.

Burocracias e exigências sanitárias 

Desde esta última sexta-feira (01), empresas brasileiras puderam iniciar as vendas para a Europa com isenção de tarifas sobre 95% dos bens vendidos pelo Mercosul em até 12 anos. Assim como 91% dos produtos da União Europeia passaram a ter redução ou eliminação de tarifas ao longo de até 15 anos, conforme apontado pelo O Brasilianista. Mas as reduções acontecem de forma gradual para cada tipo de produto.

Antes de iniciarem as vendas, exportadoras precisam ter conhecimento de que um dos principais fatores relacionados ao acordo diz respeito às questões burocráticas impostas pela União Europeia, que estabelece que, para ter acesso a tarifas menores nas exportações, as empresas precisarão comprovar a origem dos produtos e cumprir exigências técnicas e sanitárias. No caso, as vendedoras de produtos como alimentos, bebidas, máquinas, equipamentos e produtos químicos terão que cumprir regras de segurança, qualidade, rotulagem, certificação e documentação exigida.

O acordo estabelece a simplificação de processos de importação e exportação, como a maior transparência, utilização de sistemas eletrônicos, assim como  gerenciamento de risco nas aduanas. Com a simplificação, as expectativas de redução dos custos do comércio internacional podem chegar a até 15% para nações em desenvolvimento, cenário que, além dos custos operacionais, deve também influenciar prazos e previsibilidade logística.

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