Publicidade
Política

Romeu Zema defende privatização e endurecimento de regras para benefícios sociais

O pré-candidato à presidência da República argumentou que a medida deve melhorar de forma rápida a percepção de risco fiscal

Romeu Zema defende privatização e endurecimento de regras para benefícios sociais

Em defesa da venda de ativos públicos, o pré-candidato ao Palácio do Planalto e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), defendeu que, caso seja eleito, fará a privatização de todas as empresas estatais que estão sob a gestão da União. Segundo Zema, a medida fará com que os juros tenham redução e, com isso, fará a quitação das dívidas do país, movimentação que tem a expectativa de economizar cerca de $ 10 trilhões em 20 anos.

Publicidade

Em entrevista ao programa Canal Livre, o pré-candidato à presidência da República argumentou que a medida deve melhorar de forma rápida a percepção de risco fiscal, assim como citou que a privatização irá influenciar em uma reforma administrativa, previdenciária e na revisão de benefícios sociais. Conforme informações do Money Times, atualmente, está no controle da União empresas como Caixa Econômica Federal, Correios e Embrapa, assim como importantes companhias brasileiras ligadas à energia, como Petrobras e Eletronuclear.

“Eu vou mudar muita coisa, primeiro eu vou privatizar tudo. O grande problema do Brasil hoje se chama juros altos, que estão matando e endividando as famílias e os negócios. Vou usar esse recurso para quitar as dívidas, isso vai provocar uma queda de juros muito rápida”, disse. “Acabar com a gastança do Lula porque virá junto de uma reforma administrativa, uma reforma previdenciária, revisão de benefícios sociais.”, afirmou durante entrevista sobre o seu plano de governo.

Endividamento das famílias

Ao comentar sobre o programa Desenrola Brasil 2, lançado nesta segunda-feira (04) pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Romeu Zema afirmou que apesar da iniciativa ter efeitos momentaneamente sobre o endividamento das famílias no país, ela não soluciona o problema estrutural econômico. Além disso, ele afirma que o nível de dívidas é causado pela atual política fiscal, associada principalmente ao patamar dos juros.

“O Desenrola é a mesma coisa que pegar alguém com febre e colocar numa banheira com gelo. Eu quero curar a febre. Temos de atacar o problema na origem e não na consequência”, explicou. “O brasileiro está endividado, pagando prestação alta, inclusive da casa própria, por causa da gastança do Lula. As empresas estão quebrando, deixando de gerar emprego por isso”, pontuou Romeu Zema.

Programa sociais

Durante a entrevista, o ex-governador afirmou que fará mudanças relacionadas também às regras de programas de transferência de renda. Segundo ele, faz parte do seu plano de governo o endurecimento dos pré-requisitos para benefícios sociais, assim como pretende impor a aceitação de emprego formal aos beneficiários, fator que ele considera como o mais importante em relação aos programas governamentais.

Ao mesmo tempo em que defendeu os programas sociais, afirmando que são “importantíssimos”, Zema criticou que o Brasil estaria formando uma geração de “imprestáveis”, em um cenário em que há vagas de emprego, mas as pessoas preferem receber auxílios do governo. De acordo com ele, essa percepção foi observada em visitas à cidades do interior do Brasil.

“Programas sociais são importantíssimos. Nós vamos manter para quem precisa. Mas sabemos que tem muita fraude que eu vou combater e também não vou pagar auxílio do governo para os marmanjões. Estamos criando no Brasil uma geração de imprestáveis. Eu vou em cidades do interior do Brasil inteiro e vejo a mesma coisa: vagas com carteira assinada e marmanjão em casa, na internet, nas redes sociais, no Netflix, que prefere receber o auxílio governamental”, disse.

Mudanças na Suprema Corte

Um dos primeiros pontos apontados por Romeu Zema foram as mudanças que pretende realizar no Supremo Tribunal Federal, instituição pública que enfrenta críticas do pré-candidato. Na sua avaliação, é necessário que o poder de indicação deixe de ser exclusivo do presidente da República, assim como o estabelecimento de idade mínima de 60 anos para os ministros, sob a justificativa de que é preciso experiência extensa para assumir uma cadeira na Suprema Corte.

“Eu falo que estar no Supremo Tribunal Federal é o equivalente a ser papa dentro do sistema judiciário. Não se vê papa com 35 anos de idade, porque papa é o coroamento de uma longa carreira, e ser ministro do Supremo é a mesma coisa”, apontou Zema. “Outra coisa, a indicação precisa mudar, teria de ser um nome submetido, talvez indicado também pelo Supremo Tribunal de Justiça, também pelo Ministério Público Federal, pela OAB do Brasil”, defendeu Zema ao propor mudanças estruturais no STF.

Siga as redes sociais do O Brasilianista