A pesquisa Real Time Big Data sobre as perspectivas para as eleições de 2026, divulgada nesta terça-feira (05), aponta a possibilidade de empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Nos resultados, o pré-candidato de direta aparece com 44% das intenções de voto, enquanto o atual chefe do Executivo obtém 43% no cenário eleitoral.
Vale lembrar que, nas últimas pesquisas sobre o cenário eleitoral na disputa pelo Palácio do Planalto, os dois nomes já apareciam com empate técnico, movimento observado após a queda de popularidade do presidente Lula. Em abril, a pesquisa Meio/Ideia divulgou que Flávio Bolsonaro alcançava 45,8% dos votos, enquanto o petista aparecia com 45,5%, resultado que também foi observado no último levantamento Meio/Ideia, divulgado em março.
Lula empata com Ciro Gomes
A pesquisa aponta possível empate também entre Lula e Ciro Gomes (PSDB) em simulações de segundo turno, quando ambos alcançam 43%. Nesta avaliação, 8% são brancos e 6% não responderam, segundo informações do Bnews. A possibilidade de empate técnico pode acontecer também entre o atual presidente do país e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (União), que alcança 42% frente aos 43% de Lula.
Conforme avaliação do cientista político e colunista do O Brasilianista, Cristiano Noronha, diante da preocupação com os resultados, o governo tem juntado esforços para aprovar pautas populares e recuperar apoio, como o fim da escala 6×1, assim como o programa de renegociação de dívidas. Além disso, as preocupações envolvem também as duas recentes derrotas da atual gestão política no Congresso Nacional, como a rejeição de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal e a derrubada do veto ao Projeto de Lei da Dosimetria.
“O fato é que, desde o início do ano, o noticiário tem sido dominado pelos trabalhos na CPMI do INSS, por questões envolvendo Fábio Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), pelo caso do Banco Master, pelo desgaste do Supremo Tribunal Federal (STF) e, mais recentemente, pelos efeitos da guerra no Irã, como o aumento do preço dos combustíveis”, aponta Cristiano Noronha em coluna sobre outros fatores que têm motivado o aumento da rejeição do presidente Lula neste ano.
Cenário com Romeu Zema
Na avaliação com o pré-candidato Romeu Zema (Novo) no segundo turno, a disputa fica com 43% alcançados pelo presidente Lula e 39% para o ex-governador de Minas Gerais. Recentemente, Zema criticou a gestão do presidente Lula ao afirmar que, caso seja eleito à Presidência da República, seu primeiro ato será recorrer a um amplo programa de privatizações como estratégia para quitar as dívidas do atual governo e reduzir a taxa de juros no país, segundo informações do O Brasilianista.
“Eu vou mudar muita coisa, primeiro eu vou privatizar tudo. O grande problema do Brasil hoje se chama juros altos, que estão matando e endividando as famílias e os negócios. Vou usar esse recurso para quitar as dívidas, isso vai provocar uma queda de juros muito rápida”, disse. “Acabar com a gastança do Lula porque virá junto de uma reforma administrativa, uma reforma previdenciária e a revisão de benefícios sociais.”, afirmou Romeu Zema.
Pesquisa estimulada – 1º turno
Na avaliação de primeiro turno, pelo método de pesquisa estimulada, quando a lista de nomes de pré-candidatos é apresentada ao entrevistado, Lula alcança 40%, enquanto Flávio Bolsonaro é citado por 34%. Ronaldo Caiado obtém 5%, seguido por Romeu Zema, com 4% e Renan Santos (Missão), que alcança 4%.
No primeiro turno, a pesquisa espontânea identificou que o presidente Lula tem 31% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 24%, Jair Bolsonaro, ex-presidente inelegível, com 3%, e Ronaldo Caiado, com 1%. O presidente Lula também ocupa o topo da lista de rejeição, com 44% e em segundo lugar Flávio Bolsonaro aparece com 41%, movimento que aponta a polarização política até mesmo nas avaliações negativas.
Para chegar aos resultados, o levantamento Real Time Big Data ouviu 2 mil pessoas em todo o país entre os dias 2 e 4 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos e o índice de confiança da pesquisa é de 95%.

