O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se encontram nesta quinta-feira (07) para uma reunião que deve reforçar as relações bilaterais entre os países após alguns meses de aumento das tensões geopolíticas.
Entre os possíveis temas a serem abordados, a guerra do Irã, a situação de Cuba e Venezuela, crise energética, o setor de minerais críticos, o Pix e crime organizado devem fazer parte das discussões.
Na visão da mídia internacional, a conversa sobre crime organizado é a mais aguardada, mas os periódicos avaliam que Lula deve ser perspicaz para conseguir os resultados desejados.
O Brasilianista apontou quais temas podem ser discutidos na reunião de amanhã.
O que a mídia internacional espera da reunião entre Lula e Trump?
Para a Reuters, o presidente brasileiro abordará o tema de um acordo para combater o crime organizado em sua reunião com Donald Trump. Recentemente, foi lançada a parceria entre a Cooperação Mútua entre a Receita Federal do Brasil (RFB) e o U.S. Customs and Border Protection (CBP), agência de fronteiras dos Estados Unidos, para o combate ao crime organizado transnacional.
Já a Bloomberg avalia que Lula precisará de “instintos rápidos e palavras ponderadas” quando se encontrar com Trump na Casa Branca, visto uma mudança de clima desde a última reunião entre os dois. Os líderes se encontraram no ano passado revelando uma dinâmica simples para resolver o tarifaço de 50% contra exportações brasileiras aos EUA.
Agora, as tensões em relação à Venezuela e à guerra com o Irã levaram Lula a “endurecer sua posição e a se manifestar mais abertamente contra Trump”. Isso pode ter consequências reais, segundo o portal, a exemplo do chanceler alemão que sofreu com sanções após comentários mal escolhidos.
Com as eleições se aproximando e as pesquisas mostrando uma disputa acirrada contra o senador e pré-candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro, Lula precisaria se manter firme e agir com cautela para não aumentar as tensões. “Se a experiência passada serve de guia, o veterano da política fará tudo parecer fácil”, afirma a Bloomberg.
Por sua vez, a BBC reforça que as tarifas aplicadas a produtos brasileiros no ano passado teve como uma das causas a investigação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro pela trama golpista. Na ocasião, Trump citou o caso como um dos fatores em sua decisão. O periódico reforça que o ex-mandatário era aliado do republicano e, agora, Lula disputa campanha eleitoral com o filho de Bolsonaro.
Um funcionário da Casa Branca disse à BBC que os líderes discutiriam “assuntos econômicos e de segurança de importância compartilhada”.
Nesse contexto, pode surgir a pauta do Pix, meio de transferência imediato e gratuito do Banco Central, que está sendo mais uma vez investigado pelos EUA, acusado de prática desleal contra a competitividade.
Apesar das investigações não encontrarem problemas no método de pagamento, Trump ainda fica de olho na possibilidade de criar um modelo parecido.

