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Política

Hugo Motta defende fim da escala 6×1 e projeto sobre minerais críticos: “Nosso país é muito forte do ponto de vista econômico”

Presidente da Câmara falou sobre os projetos que estão em tramitação

Hugo Motta defende fim da escala 6×1 e projeto sobre minerais críticos: “Nosso país é muito forte do ponto de vista econômico”

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Nesta quarta-feira (06), em comemoração aos 200 anos da Câmara dos Deputados, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), concedeu entrevista ao Painel Eletrônico da Rádio Câmara e falou sobre diversos assuntos de interesse público, entre eles o fim da escala 6×1 e os minerais críticos.

Visando uma diminuição da jornada de trabalho e melhora na qualidade de vida dos trabalhadores, três textos sobre o fim da escala 6×1 seguem em tramitação e devem ter votação concluída ainda este mês. Já o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PL 2780/24) foi incluída no regime de urgência para tramitação, acelerando a sua análise e votação, segundo O Brasilianista.

Fim da escala 6×1

Quando perguntado sobre a redução de 44 para 40 horas semanais da jornada de trabalho, Motta disse que esse tema é de grande interesse público e que os trabalhadores brasileiros lutam por essa causa há muito tempo.

“Há um interesse da larga maioria da população brasileira. Os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil esperam e lutam há muito tempo por uma redução da sua jornada de trabalho. O pai, a mãe de família que sai cedo todos os dias de casa e que sua jornada não conta desde o momento em que ele sai de casa, só conta a partir do momento em que ele chega no trabalho. E também a jornada não se encerra quando ele chega em casa, e sim quando ele sai do trabalho”, destacou o presidente da Câmara.

Em relação ao impacto econômico do país, Motta relatou que sempre foi criado um pessimismo em relação a essa decisão, mas que o rumo tomado serviu de exemplo para mostrar que o Brasil é um país muito forte economicamente e que tem uma classe trabalhadores muito produtiva.

“Essa discussão vem justamente para que possamos dar aos trabalhadores brasileiros mais um direito. E todos os direitos que foram aqui defendidos em favor dos trabalhadores, sempre se criou muito pessimismo de que essa decisão acabaria com a função. Como foi, por exemplo, no momento em que se aprovou a PEC das Domésticas. Quando se criou o 13º salário, se dizia que a economia do país iria quebrar. […] E tudo isso só demonstrou que o nosso país é muito forte do ponto de vista econômico e tem uma classe trabalhadora que, sendo respeitada e valorizada, consegue entregar ao país o que ele precisa, que é produtividade”, afirmou.

O presidente ainda reforçou que é “muito fácil” as pessoas que não seguem essa escala dizerem que o regime deve ser mantido. “É muito fácil para quem não tem uma rotina exaustiva de 44 horas de trabalho, estar dizendo que quem tem essa rotina deve se manter nesse regime. Então, é justamente para essas pessoas que nós queremos falar”, completou.

Minerais críticos

Sobre as terras raras e minerais críticos, Hugo Motta destacou que o projeto é muito estratégico para o Brasil e desperta interesse de grandes potências mundiais. Além disso, disse que o país precisa de modernidade para abrir a exploração para todas as empresas mundiais.

“A questão das terras raras e os minerais críticos é um projeto muito estratégico para o Brasil. Talvez hoje seja o tema internacional que mais desperta o interesse, principalmente das grandes potências econômicas do mundo. Leia-se Estados Unidos, China, que têm muitos interesses nessa área. Assim como já foi o petróleo lá atrás, hoje todo mundo olha para a tecnologia e não tem tecnologia sem minerais críticos, sem terras raras. […] Então, nós precisamos ter um projeto moderno em que possamos abrir essa exploração para todas as empresas do mundo”, afirmou.

Aliado a isso, o presidente explicou que o intuito é fazer com que a sociedade se beneficie diante disso, e não que o país seja apenas mais um exportador de commodities. Dessa forma, o Brasil pode começar a vender produtos com alto valor agregado, gerando riquezas para sua população.

“Nós precisamos levar a nossa sociedade à condição dela se beneficiar disso e não apenas sermos um exportador de commodities, que vende esses minerais para que outros países possam elaborar a produção de materiais com alto valor agregado. O que o projeto faz é justamente fazer com que essas empresas, que queiram explorar esse grande potencial que o Brasil tem, venham se instalar aqui, que nós possamos beneficiar esses minerais críticos aqui, que nós possamos transformar esses minerais críticos aqui. Porque isso vai fazer com que o Brasil venha a exportar, a vender produtos com alto valor agregado, porque é isso que gera riqueza para a nossa população”, disse.

Completando o assunto, Motta ainda afirmou que não há o interesse de atender apenas um país, mas tirar o máximo de proveito dessa riqueza. “Não há aqui interesse em atender o interesse de um só país. O que eu penso é que o Brasil precisa tirar o máximo de proveito possível dessa riqueza que está hoje incrustada no nosso subsolo”, completou.

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