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Geopolítica

Trump assina nova estratégia antiterrorista; entenda

No ano passado, o governo Trump definiu o Antifa como uma organização terrorista estrangeira

Trump assina nova estratégia antiterrorista; entenda

Na última quarta-feira (06), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma nova estratégia antiterrorista que tem como objetivo colocar como maiores prioridades de segurança nacional dos EUA os movimentos extremistas domésticos de “esquerda” e os cartéis de drogas no Hemisfério Ocidental.

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A partir dessa estratégia, é ampliada a definição tradicional do terrorismo, incluindo organizações criminosas transnacionais, além dos grupos militantes islâmicos. O governo descreve essas organizações como “grupos políticos seculares violentos”, como é o caso do Antifa. A informações são da TIME.

Trump e o Antifa

No mês de setembro de 2025, o governo Trump definiu o Antifa como uma organização terrorista estrangeira. Diante disso, Sebastian Gorka, diretor sênior de contraterrorismo do Conselho de Segurança Nacional, disse que iriam mapeá-los e identificariam seus membros, usando ferramentas legislativas antes que pudessem “mutilar ou matar inocentes”. Ainda de acordo com ele, a nova estratégia antiterrorista visa não só as organizações específicas, mas também a ideologia.

“É qualquer grupo que defenda a violência. Não se trata tanto de como você se denomina ou se você acha que a violência para fins políticos é justificada”, afirmou o diretor. Ainda segundo o mesmo, as autoridades antiterroristas dos EUA irão se reunir com parceiros internacionais na sexta-feira (08), com o intuito de discutir a nova estratégia e pressionar os aliados em busca de mais responsabilidade no combate às ameaças terroristas, principalmente sobre o Irã. “A ideia de que existe uma superpotência no mundo, os Estados Unidos, que protegerá a todos de todas as ameaças é insustentável. Rejeitamos o conceito de polícia global”, completou.

A Antifa (abreviação de “antifascista”) é um grupo informal de antifascistas que se opõem a ideologias impostas pela extrema-direita. Geralmente, realizam protestos e, por serem considerados violentos por grande parte dos comentaristas e políticos conservadores, retratam a organização como uma ameaça extremista coordenada. As avaliações das forças de segurança, no entanto, a avaliam como sem liderança formal e descentralizada.

Inversão da política dos EUA

Agora com foco em grupos de esquerda, a política dos EUA mostra uma inversão em relação a administração de Biden, pelo qual afirmou que as ameaças do terrorismo doméstico eram ligadas a ideologia da extrema-direita e da supremacia branca.

“Os americanos têm testemunhado um aumento nos assassinatos de cristãos e conservadores por motivação política, cometidos por extremistas violentos de esquerda, incluindo o assassinato do meu amigo, Charlie Kirk, por um radical que defendia a ideologia extremista transgênero”, relatou Gork em uma teleconferência com jornalistas, durante o anúncio da estratégia.

O governo Trump já classificou como Organização Terrorista Estrangeira (FTO, na sigla em inglês) os cartéis de drogas latino-americanos, como o Cartel de Sinaloa e o Tren de Aragua, e a mobilização é feita para acrescentar diversos outros grupos da Europa. Gorka ainda afirmou que o presidente designou a Irmandade Muçulmana como uma organização terrorista estrangeira, chamando-a de “progenitora” dos movimentos jihadistas atuais. “Terroristas jihadistas também continuaram a planejar ataques contra americanos e a matá-los”, afirmou o diretor.

A divulgação desse documento acontece justamente meses depois do governo Trump ter publicado uma estratégia de segurança nacional atualizada, pela qual colocou o Hemisfério Ocidental no topo das prioridades da política externa do país norte-americano.

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