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Economia

10% mais ricos concentram 40% dos rendimentos de todo o Brasil, aponta IBGE

Levantamento mostra diferença entre salário médio dos brasileiros e os rendimentos dos grupos mais ricos do país

10% mais ricos concentram 40% dos rendimentos de todo o Brasil, aponta IBGE

O rendimento médio mensal do brasileiro chegou ao maior patamar da série histórica em 2025, mas os números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a desigualdade de renda ainda permanece alta no país. Segundo a pesquisa da PNAD Contínua, divulgada nesta sexta-feira (08), a população com algum tipo de rendimento recebeu, em média, R$ 3.367 por mês.

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Apesar do crescimento de 5,4% em relação a 2024, os dados revelam uma distância significativa entre a renda da maioria dos brasileiros e a parcela mais rica da população. O levantamento aponta que os 10% mais ricos concentram 40,3% de toda a massa de rendimentos do país, percentual superior ao acumulado pelos 70% mais pobres.

Na prática, o estudo ajuda a entender como funciona a distribuição de renda no Brasil atualmente. Enquanto boa parte da população vive com valores próximos de até dois salários mínimos, os grupos de maior renda seguem muito acima da média nacional.

Quanto ganha o brasileiro médio?

O levantamento mostra que o rendimento médio de todas as fontes, incluindo salário, aposentadoria, programas sociais e outras receitas, ficou em R$ 3.367 mensais em 2025.

Já o rendimento médio apenas de todos os trabalhos atingiu R$ 3.560, também recorde da série iniciada em 2012. Regionalmente, as diferenças continuam marcantes, enquanto moradores do Nordeste receberam, em média, R$ 2.475 por mês vindos do trabalho, no Centro-Oeste o rendimento médio chegou a R$ 4.133.

O rendimento domiciliar per capita, que considera a divisão da renda total da casa pelo número de moradores, ficou em R$ 2.264 no país.

Quem está entre os mais ricos?

Embora o IBGE não divulgue diretamente o corte exato para integrar cada faixa de renda, um estudo elaborado pelo grupo de pesquisadores FiscalData, divulgado pela Agência Brasil, mostrou que a renda do 0,1% mais rico do Brasil cresceu cinco vezes mais rápido do que a média nacional entre 2017 e 2023.

O estudo também aponta que o 1% mais rico é formado por 1,6 milhão de brasileiros com renda mensal acima de R$ 103,8 mil. Entre o grupo do 0,1% mais rico, e 0,01% os ganhos ficam entre R$ 516 mil e R$ 2,57 milhões.

Desigualdade segue elevada

Mesmo com melhora nos indicadores gerais, a desigualdade continua sendo um dos principais desafios econômicos do país. Segundo o IBGE, os 10% mais ricos recebem, em média, 13,8 vezes mais do que os 40% mais pobres.

O índice de Gini, utilizado internacionalmente para medir concentração de renda, ficou em 0,511 no rendimento domiciliar per capita em 2025. Quanto mais próximo de 1, maior é a desigualdade.

Os dados também mostram diferenças importantes entre famílias que recebem programas sociais e aquelas fora desses benefícios. Nos domicílios contemplados pelo Bolsa Família, o rendimento per capita médio foi de R$ 774 mensais, menos de um terço da renda registrada em casas que não recebem auxílio do governo.

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