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Política

Projeto quer zerar impostos sobre combustíveis até 2027; entenda tramitação

Proposta apresentada no Senado quer reduzir impostos federais para tentar frear alta nos preços da gasolina e diesel

Projeto quer zerar impostos sobre combustíveis até 2027; entenda tramitação

Um projeto apresentado no Senado Federal pretende reduzir a zero impostos federais cobrados sobre combustíveis até julho de 2027. A proposta, registrada como PLP 67/2026, foi protocolada pelo senador Cleitinho (Republicanos-MG) com o objetivo de diminuir os impactos da alta do petróleo no mercado internacional sobre o bolso dos consumidores brasileiros.

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Na prática, o texto prevê a suspensão das alíquotas de PIS/Cofins e da Cide incidentes sobre gasolina e outros derivados do petróleo. Segundo o parlamentar, a medida ajudaria a conter reajustes nos postos sem causar prejuízos às contas públicas, é o que apontam informações do Senado Notícias.

O que prevê o projeto sobre combustíveis?

De acordo com a proposta, as alíquotas de PIS/Cofins ficariam zeradas até 31 de julho de 2027. O texto também pretende reduzir a zero da Cide sobre operações envolvendo gasolina, com exceção do combustível de aviação.

Os tributos atingidos pela proposta são cobranças federais que impactam diretamente o preço final pago pelos motoristas. O PIS e a Cofins financiam áreas como seguro-desemprego, previdência social e saúde pública, enquanto a Cide é destinada a investimentos em infraestrutura e transportes.

Na justificativa do projeto, Cleitinho afirma que o Brasil produz mais petróleo do que consome e, por isso, consegue aumentar arrecadação quando o barril sobe no exterior. Para ele, embora o cenário beneficie o governo e empresas do setor, o consumidor acaba sofrendo com combustíveis mais caros.

O senador também argumenta que a alta recente nos preços seria temporária, influenciada principalmente pela guerra no Oriente Médio.

Em que pé está a proposta no Senado?

Apesar da repercussão, o projeto ainda está em estágio inicial de tramitação. O texto foi apresentado oficialmente no Senado, mas ainda será encaminhado para análise da proposta. Nessa fase, os senadores podem discutir mudanças, solicitar pareceres técnicos e votar pela aprovação ou rejeição antes que o projeto siga para o plenário.

Caso seja aprovado no Senado, o texto ainda precisará passar pela Câmara dos Deputados. Somente após aprovação nas duas Casas e eventual sanção presidencial a medida poderá entrar em vigor. Se aprovado sem alterações, o projeto passará a valer na data de sua publicação oficial.

Alta dos combustíveis vem sendo discutida

O governo federal publicou no inicio de abril, uma medida provisória para tentar conter os impactos da alta do petróleo causada pela guerra no Irã sobre o preço dos combustíveis no Brasil. A MP 1.340/2026 prevê subsídios para produtores e importadores de diesel, além de zerar temporariamente as alíquotas de PIS e Cofins sobre o combustível até dezembro de 2026.

Segundo o Ministério da Fazenda, as ações podem reduzir o valor do litro do diesel em até R$ 0,64. Em declaração no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o objetivo é evitar que o aumento internacional do petróleo impacte caminhoneiros e consumidores.

A medida também endurece punições contra abusos nos preços dos combustíveis, prevendo multas que podem chegar a R$ 500 milhões em casos de aumento considerado abusivo ou recusa de fornecimento. Para compensar a perda estimada de até R$ 30 bilhões na arrecadação, o governo decidiu criar uma taxa de 12% sobre a exportação de petróleo e outra de 50% sobre a exportação de diesel.

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