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Economia

Desempenho da pequena indústria cai ao menor nível desde 2020, alerta CNI

Panorama da Pequena Indústria revela retração do setor no primeiro trimestre

Desempenho da pequena indústria cai ao menor nível desde 2020, alerta CNI

A atividade das pequenas indústrias brasileiras começou 2026 em ritmo de desaceleração e ligou um sinal de alerta no setor produtivo.

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Dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que o desempenho das empresas de menor porte caiu no primeiro trimestre do ano e alcançou o nível mais baixo registrado desde o período da pandemia de Covid-19.

Segundo a pesquisa Panorama da Pequena Indústria (PPI), o índice que mede a performance do setor chegou a 43,7 pontos entre janeiro e março. O indicador ficou abaixo da linha dos 50 pontos, utilizada para sinalizar retração da atividade econômica.

O resultado reforça a desaceleração enfrentada pelas pequenas empresas industriais nos últimos meses. Custos elevados, juros altos e dificuldade de acesso ao crédito aparecem entre os principais fatores que pressionam o setor, especialmente os negócios de menor porte.

Juros altos e crédito caro

Entre os principais desafios enfrentados pelas pequenas indústrias está o custo do crédito. Com taxas de juros ainda elevadas, muitos empresários encontram dificuldades para investir, ampliar a produção ou até manter operações básicas funcionando.

O acesso ao financiamento continua sendo um dos maiores obstáculos para empresas de menor porte. Isso acontece porque pequenos negócios costumam depender mais de empréstimos bancários para capital de giro e compra de equipamentos.

Além disso, o setor também sofre impacto da desaceleração do consumo. Com famílias mais endividadas e cautelosas nos gastos, a demanda por produtos industriais diminui, afetando diretamente o faturamento das empresas.

Custos de produção e falta de insumos ampliam pressão 

Segundo a pesquisa, a falta ou o alto preço dos insumos subiu rapidamente no ranking dos principais problemas enfrentados pelas empresas.

Nas pequenas indústrias de transformação, a preocupação com matérias-primas saltou da sexta para a segunda posição entre os maiores entraves do setor. No último trimestre de 2025, o problema era citado por 20% dos empresários. Agora, o percentual chegou a 34,1%.

A elevada carga tributária segue liderando a lista de dificuldades tanto na indústria de transformação quanto na construção civil. Ainda assim, o índice apresentou leve recuo em relação ao trimestre anterior, passando de 42,7% para 39,6% nas indústrias de transformação e de 44,7% para 42,2% no setor da construção.

Já entre as pequenas empresas da construção civil, a preocupação com os juros altos aumentou de 30,9% para 37,1%, mantendo o problema como o segundo principal desafio enfrentado pelo segmento. A dificuldade relacionada à mão de obra não qualificada praticamente permaneceu estável, passando de 30,9% para 31%.

O levantamento também mostrou avanço significativo da preocupação com matérias-primas na construção civil. O percentual de empresários que citaram o problema subiu de 4,1% para 18,1%, fazendo o tema saltar da 13ª para a 5ª posição entre os maiores obstáculos do setor.

O que é a pesquisa Panorama da Pequena Indústria?

A pesquisa Panorama da Pequena Indústria (PPI) é um levantamento trimestral produzido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) para acompanhar o desempenho das pequenas empresas industriais brasileiras. O estudo reúne informações de empresários dos setores de transformação e construção civil para medir o cenário econômico enfrentado pelos negócios de menor porte.

O principal indicador divulgado pela pesquisa funciona em uma escala de 0 a 100 pontos. Quando o índice fica acima de 50, significa melhora ou crescimento da atividade industrial. Já resultados abaixo dessa linha indicam retração, piora nas condições econômicas ou percepção negativa dos empresários em relação ao desempenho do setor.

O levantamento também avalia fatores como acesso ao crédito, custos de produção, contratação de mão de obra, impostos, demanda por produtos e expectativas dos empresários para os próximos meses.

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