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Geopolítica

5 motivos para Putin desejar um fim da guerra com a Ucrânia

O conflito entre os dois países teve início em 2022

5 motivos para Putin desejar um fim da guerra com a Ucrânia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, sugeriu no último sábado (09) que a guerra na Ucrânia poderia estar “chegando ao fim”.

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Mesmo com um “financiamento” proveniente da guerra no Oriente Médio, em que os preços elevados do petróleo dão um impulso de curto prazo para as contas públicas russas, o líder russo planeja a possibilidade de cessar o conflito com o país vizinho.

Conforme explicou O Brasilianista, a Rússia garantiu posição estratégica no mercado de petróleo em meio ao bloqueio de um dos principais canais de distribuição do combustível no Oriente Médio. Com isso, garante que a guerra com a Ucrânia prossiga por mais tempo sem afetar a entrada de capitais.

Segundo o The Guardian, há cinco prováveis motivos para Putin considerar um possível fim da guerra agora, considerando a evolução dos combates.

1. A Rússia está perdendo terras ucranianas

Moscou vinha gradualmente conquistando território ucraniano, o que passava a sensação de que a Ucrânia estava perdendo no campo de batalha, mesmo que lentamente.

A recente retomada de Kupiansk pela Ucrânia, que aconteceu em dezembro, surpreendeu e indicou que o jogo estava virando. Em seguida, acordos que impediram a comunicação russa também auxiliaram a Ucrânia a reverter as perdas territoriais na região de Zaporizhzhia, de cerca de 260 quilômetros quadrados.

No mês passado, o Instituto para o Estudo da Guerra mostrou que a Rússia perdeu o controle de 45 milhas quadradas (cerca de 117 km²) da Ucrânia.

2. Soldados russos em menor número

Ainda que seja difícil de verificar, a Ucrânia afirmou que suas forças armadas mataram ou feriram cerca de 35 mil soldados russos por mês em março e abril. Ao mesmo tempo, as substituições do exército russo para esses cidadãos em combate tem diminuído.

Putin também não mostra indícios de que deseja lançar uma segunda mobilização pública para recrutamento.

3. Refinarias de petróleo atingidas colocam em risco a exportação russa

Apesar da vantagem da alta dos preços do barril de petróleo com a guerra no Oriente Médio, os recentes ataques com mísseis de longo alcance e drones realizados pela Ucrânia contra terminais de exportação de petróleo russos em Primorsk e Ust-Luga, no Mar Báltico reduziram drasticamente os volumes de exportação.

O aumento do preço do petróleo garantiu uma compensação desses efeitos até agora, mas isso pode mudar rapidamente caso Estados Unidos e Irã assinem um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz.

4. Ucrânia e seu alto potencial de mísseis e drones

Kiev dependia fortemente de equipamentos e treinamento militar no início do conflito, pedindo apoio de outros países como os EUA.

Lentamente, o país começou a investir mais em seu próprio conhecimento e equipamentos, o que resultou em um aumento das tecnologias para produção de mísseis e drones, que permitiram vantagem em relação à Rússia.

Essa capacidade se tornou clara com os ataques às refinarias de petróleo russas. Além disso, o país começou a exportar a tecnologia para a Arábia Saudita, o Catar e os Emirados Árabes Unidos, todos países atacados pelo Irã na primavera.

5. Putin pode esperar reacender o interesse adormecido da Casa Branca

A Rússia tem feito um esforço diplomático para persuadir o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mediador do acordo de paz entre Putim e Volodymir Zelensky, a pressionar a Ucrânia para ceder o restante de Donetsk.

Porém, Trump está focado na crise com o Irã, mas ainda assim pode retomar o diálogo com a Rússia nas próximas semanas.

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