Nova York recebeu nesta semana a terceira edição do Diálogos Esfera, evento que reuniu empresários, autoridades e lideranças políticas do Brasil e dos Estados Unidos. Entre os nomes presentes, Donald Trump Jr. ganhou destaque ao comentar oportunidades econômicas e o papel brasileiro em setores estratégicos.
Segundo Guilherme Ravache, em entrevista exclusiva ao TMC 360, o encontro também contou com participações de André Esteves, Wesley Batista e Michel Temer, além de homenagens durante a programação paralela do Person of the Year. Nos bastidores, temas como eleições, segurança pública e investimentos dominaram as conversas.
As declarações de Trump Jr. ocorreram em um momento de maior atenção à relação bilateral entre Brasília e Washington, especialmente em áreas como agronegócio e minerais críticos.
O que Trump Jr. falou sobre o Brasil?
Durante o evento, Donald Trump Jr. citou a relevância do Brasil para os interesses econômicos americanos e apontou espaço para cooperação entre os dois países.
Em conversa com Ravache, ele afirmou: “É uma relação importante de se ter. Você fala de terras raras, mas tem também o agronegócio, os grãos, o açúcar, a carne. Muitas oportunidades para os dois países trabalharem juntos e acho importante ter esse tipo de aliança”.
O empresário também elogiou o tamanho da economia brasileira e a posição do país na América Latina.
Terras raras e setor agrícola no centro do debate
Um dos assuntos levantados foi o interesse global pelas chamadas terras raras, grupo de minerais usados em tecnologia, defesa e indústria de ponta. O Brasil aparece entre os países com grandes reservas conhecidas.
Ao mesmo tempo, Trump Jr. mencionou o peso do agronegócio nacional, citando produtos como açúcar, carne e grãos como áreas relevantes para novos negócios.
A combinação entre recursos minerais e produção agrícola colocou o Brasil no centro das discussões econômicas do encontro.
Temer, Esteves e empresários discutem cenário interno
Além das falas de Trump Jr., o evento teve debates sobre segurança pública e política nacional. André Esteves tratou da preocupação do setor produtivo com o avanço da criminalidade e seus impactos institucionais. Michel Temer também relatou que o ambiente empresarial já acompanha os movimentos ligados à eleição presidencial de 2026 e tenta entender os rumos do país.
A presença simultânea de empresários influentes e lideranças políticas ampliou a repercussão do encontro realizado em Nova York.
Já Wesley Batista, da J&F, controladora da JBS, afirmou que uma aproximação maior com os Estados Unidos pode beneficiar o Brasil, especialmente em produtividade e tecnologia. Ele citou diferenças de eficiência entre os dois mercados e apontou espaço para troca de experiências no setor de proteínas.
Ao fim do encontro, empresários saíram satisfeitos, segundo Ravache. O evento também premiou José Auriemo Neto, da JHSF, e Cristiano Amon, da Qualcomm, além de reunir representantes americanos em delegação descrita como de alto nível.

