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Geopolítica

As expectativas para o encontro entre Trump e Xi Jinping

Líderes devem se encontrar nesta quarta-feira (13)

As expectativas para o encontro entre Trump e Xi Jinping

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizará uma visita à China ainda esta semana. A ida do líder norte-americano acontece pela primeira vez desde 2017, quando foi recebido no país com tapete vermelho por crianças que seguravam bandeiras chinesas e americanas e acenavam para o mesmo, além de autoridades chinesas que esperavam para negociar com o presidente.

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Alguns analistas chineses relatam que Xi tenta convencer Trump a ir além da política dos EUA, fazendo o reconhecimento sobre a reivindicação de Pequim de que Taiwan faz parte da China, ultrapassando a barreira de apenas “admitir”. Isso é levado em conta pelas observações de que Trump não confrontou a China sobre Taiwan, diferente de seus antecessores. As informações são do The Washington Post.

Encontro de líderes

Diante do encontro entre Trump e Xi Jinping esta semana, os líderes das duas maiores economias do mundo buscam uma estabilização da relação entre os dois países, justamente logo após os controles de exportação recíprocos e as amplas condenações dos EUA contra as empresas e embarcações chinesas de transporte marítimo que são suspeitas de realizarem negócios com o Irã.

O encontro entre os dois presidentes, que foi adiado em março por conta da guerra contra o Irã, acontece em um momento pelo qual o país norte-americano está lidando com um conflito no Oriente Médio que, até o presente momento, ainda não dá indícios de que haja um fim próximo. A popularidade de Trump teve um enfraquecimento tanto a nível nacional quanto internacional. Isso se deve a insatisfação pública com os danos causados pela guerra na economia global.

“Após quase uma década de relações com os EUA, a China tem agora mais experiência e confiança, além de uma visão mais clara”, disse o ex-conselheiro de políticas governamentais e presidente do Centro para a China e a Globalização, Wang Huiyao.

Pressão nos Estados Unidos

Entre os parceiros e aliados americanos que se encontram na região, o receio desse encontro é de que Xi possa pressionar os EUA a realizarem concessões sobre Taiwan enfraquecer a sua defesa em caso de um possível ataque chinês. Mesmo que nunca tenha governado a ilha, o Partido Comunista Chinês quer que o território seja de sua posse.

Com a guerra que se estende no Irã e através da transferência de recursos militares dos EUA com o objetivo de auxiliar os esforços do país junto a Israel na região, países como o Japão, Taiwan e outros parceiros dos EUA se preocupam com a possível intervenção americana em caso de um ataque realizado pela China.

Expectativas mínimas

Para a reunião, Xi chega com poucas expectativas, já que Trump está, de certa forma, “muito envolvido com a guerra no momento para pensar em relações comerciais envolvendo a China”, segundo o ex-diplomata chinês e atual membro do conselho do Instituto Popular de Relações Exteriores da China, Wang Yiwei.

Porém, uma reunião bem-sucedida seria de interesse para ambos os lados, já que Xi busca a manutenção de seu controle no poder, sustentando o apoio interno e agradando as elites. “Por trás de tudo isso está Xi Jinping como um líder ditatorial individual. Impedir a espiral descendente de uma competição hostil e conflituosa é importante para ele”, afirmou Susan Shirk, ex-alta funcionária americana especializada na China.

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