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Geopolítica

Lula reforça apoio à candidatura de Michelle Bachelet na ONU; organização nunca teve mulher no comando

A ex-presidente chilena aparece como um nome forte para liderar a organização

Lula reforça apoio à candidatura de Michelle Bachelet na ONU; organização nunca teve mulher no comando

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu em Brasília a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, para discutir a candidatura dela ao cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). 

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Durante o encontro desta última segunda-feira (11), Lula reforçou o apoio do Brasil ao nome da chilena para assumir o mais alto cargo diplomático da organização a partir de 2027.

A candidatura de Bachelet ganhou força após declarações do governo brasileiro defendendo uma maior participação feminina em posições estratégicas da política internacional. 

A reunião entre Lula e Bachelet também acontece em um momento em que o governo brasileiro tenta reforçar pautas ligadas ao multilateralismo, à cooperação internacional e à reforma de organismos globais.

Nos últimos meses, o presidente brasileiro voltou a defender mudanças na estrutura da ONU, especialmente no Conselho de Segurança, considerado por diversos países pouco representativo diante da atual configuração política mundial.

Quem é Michelle Bachelet?

Michelle Bachelet é uma das figuras políticas mais conhecidas da América Latina. Médica pediatra de formação, ela foi a primeira mulher eleita presidente do Chile e governou o país em dois mandatos: entre 2006 e 2010 e depois de 2014 a 2018.

Segundo a ONU Brasil, sua trajetória política é marcada pela defesa dos direitos humanos. Antes de chegar à presidência, ela ocupou cargos importantes no governo chileno, incluindo os ministérios da Saúde e da Defesa, sendo a primeira mulher da América Latina a comandar a pasta da Defesa em seu país.

Dentro da ONU, Bachelet também acumulou experiência internacional relevante. Em 2011, liderou a ONU Mulheres, agência voltada à promoção da igualdade de gênero. Mais tarde, entre 2018 e 2022, atuou como alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

Se for eleita, Michelle Bachelet será a primeira mulher a chefiar a ONU desde a sua criação em 1945.

O que faz a ONU e por que o cargo de secretário-geral é tão importante?

Conforme foi publicado no O Brasilianista, a Organização das Nações Unidas foi criada após a Segunda Guerra Mundial (1945), com o objetivo de promover cooperação entre países e evitar novos conflitos internacionais. 

Atualmente, a entidade reúne praticamente todas as nações do mundo e atua em áreas como segurança, direitos humanos, combate à pobreza, saúde, educação e ajuda humanitária.

A ONU funciona por meio de diferentes órgãos e agências especializadas, como a Organização Mundial da Saúde, a Unesco e o Unicef. A organização também coordena missões de paz em regiões afetadas por guerras e crises políticas.

Já o secretário-geral é considerado a principal autoridade diplomática da entidade. O cargo envolve mediação de conflitos, participação em negociações internacionais e articulação entre governos em momentos de tensão global. Além disso, a função possui forte peso simbólico na condução de pautas internacionais e debates humanitários.

O atual secretário-geral da ONU, António Guterres, encerra o mandato no fim de 2026. Embora o processo de escolha ainda esteja em fase inicial, a movimentação diplomática do Brasil já é vista como uma tentativa de ampliar a influência latino-americana dentro da Organização das Nações Unidas.

Ainda de acordo com a Agência Brasil, pelo princípio da rotatividade da representação na ONU, países latino-americanos entendem que o próximo chefe da entidade tem que ser oriundo da América Latina e Caribe.

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