Durante evento promovido pelo Lide nesta terça-feira (12), em Nova York, possíveis candidatos à Presidência da República apresentaram suas principais pautas e discutiram caminhos para “o Brasil do futuro”. O debate, realizado ao longo da manhã, teve como tema central “O Brasil do Futuro”.
Entre os participantes esteve o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, de forma remota, que criticou a polarização política no país. Segundo ele, “a polarização só tem atrasado o Brasil” e não representa a tradição brasileira de pacificação e diálogo.
Caiado afirmou ainda que “a ferramenta está nas mãos da população”, ao destacar a importância do voto para promover mudanças no país. O governador defendeu um salto na qualidade de vida dos brasileiros, com foco em distribuição de riqueza, educação e desenvolvimento econômico.
O governador também destacou temas estratégicos como inteligência artificial e minerais críticos, defendendo que o Brasil participe das discussões internacionais de forma mais ativa. “Precisamos mostrar que o Brasil tem cabeça”, declarou. Caiado também falou sobre “devolver o Brasil aos brasileiros de bem”.
Augusto Cury
Outro participante do encontro foi Augusto Cury, filiado ao Avante. Em sua fala, ele afirmou que a polarização e a radicalização política “deixaram a sociedade doente”, ao ponto de pessoas perderem a liberdade dentro da própria família para expressar em quem pretendem votar.
Cury demonstrou preocupação com os jovens que não estudam nem trabalham, classificando o problema como “muito grave”. Segundo ele, apenas combater o crime organizado não é suficiente, já que o Estado ineficiente não consegue alcançar parte da população vulnerável.
O pré-candidato defendeu a criação de uma agência voltada ao financiamento de sonhos e oportunidades para crianças e jovens. “Precisamos criar um ambiente que abrace essas pessoas”, afirmou. Ele também disse desejar ser “a voz da esperança” e “um agente da pacificação nacional”.
Romeu Zema
Já o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, afirmou que os brasileiros têm votado “contra” nas últimas eleições e defendeu que o país passe a votar “a favor do desenvolvimento econômico e da pacificação”.
Zema destacou medidas adotadas em Minas Gerais durante sua gestão, como a redução de mais de 50 mil cargos públicos estaduais. Segundo ele, o estado atraiu cerca de R$ 530 bilhões em investimentos privados, número que, de acordo com o governador, supera o volume recebido por muitos países.
O governador mineiro também ressaltou a privatização de mais de 117 empresas e subsidiárias, além do combate a privilégios e escândalos. “Mostramos em Minas que é possível. Se foi possível fazer em Minas, é possível fazer no Brasil”, declarou.
Ao defender um “choque moral” no país, Zema afirmou ainda que pretende trabalhar por “corrupção zero” e reforçou sua defesa de privatizações, dizendo que irá “privatizar tudo o que for possível”.

