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Geopolítica

Como a mídia chinesa vê o encontro entre Trump e Xi Jinping?

Essa é a primeira reunião dos líderes desde 2017

Como a mídia chinesa vê o encontro entre Trump e Xi Jinping?

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da República Popular da China, Xi Jinping, devem se encontrar em reunião nesta quarta-feira (13).

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Esse é o primeiro encontro dos dois em Pequim desde 2017, ainda quando Trump estava em seu primeiro mandato. O evento será o foco dos mercados globais nesta quarta, assim como da imprensa mundial.

Entre as expectativas para a reunião, alguns analistas chineses relatam que Xi tenta convencer Trump a ir além da política dos EUA, lidando também com a questão de Taiwan e a guerra tarifária entre os dois países, segundo informou O Brasilianista.

Temas como controles de exportação e terras raras também podem surgir nesse contexto, especialmente em meio ao conflito dos EUA com o Irã, principal fornecedor energético da China.

Como a China vê o encontro?

A imprensa chinesa afirma que o país está disposto a trabalhar com os EUA em um espírito de igualdade, respeito e benefício mútuo para expandir a cooperação, administrar as diferenças e injetar mais estabilidade e certeza em um “mundo turbulento e em constante mudança”.

Outros portais mostram que Xi Jinping está disposto a manter uma conversa bilateral para que os líderes das duas maiores economias mundiais ajudem a manter o “navio gigante” das relações.

Em geral, as primeiras trocas entre Trump e Xi foram amplamente vistas como um fator que ajudou a construir uma relação pessoal entre os dois, “oferecendo um canal para que se entendessem, administrassem as diferenças e evitassem que a relação descambasse para um confronto direto”, indicou a CN News.

Nos últimos anos, os encontros de Xi com líderes americanos, utilizando essa abordagem — desde a cúpula de Mar-a-Lago e as conversas noturnas em Yingtai, no complexo de Zhongnanhai, até a longa conversa às margens do Lago Oeste da China —, têm sido frequentemente lembrados como momentos decisivos nas relações bilaterais.

Espera-se que o próximo encontro dê continuidade à tradição de diálogo de alto nível. Porém, ele não deve testar um grande acordo, e sim se os dois países conseguem estabelecer equilíbrio.

O texto reforça ainda que Xi já enfatizou que a China não tem intenção de desafiar ou destronar os Estados Unidos e espera que o país americano não o faça.

Já um editorial do China Daily afirmou que a visita de Trump à China representa uma “oportunidade valiosa para ajudar a estabilizar e aprimorar as relações sino-americanas em um momento de crescente incerteza global”.

O periódico destaca que a reunião ocorre em um momento em que a economia mundial enfrenta crescimento lento, as cadeias de suprimentos permanecem sob pressão, as tensões geopolíticas persistem e a incerteza financeira permanece.

Esse contexto exige uma coordenação mais próxima ente China e EUA para estabilizar as expectativas globais, apoiar os mercados internacionais e reforçar a confiança na recuperação econômica global.

“Nessas condições, é importante que os dois líderes mantenham conversas francas e aprofundadas, frente a frente, para explorar como os dois países podem trabalhar juntos para abordar adequadamente as principais questões internacionais e regionais e promover uma cooperação prática, que não só esteja em consonância com os interesses comuns da China e dos EUA, mas também seja benéfica para a paz, a estabilidade e o desenvolvimento do mundo em geral”, revela o texto.

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