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Geopolítica

Trump afirma que pedirá a Xi Jinping para “abrir” a China durante encontro em Pequim

Encontro entre líderes acontece em momento desafiador para economia mundial

Trump afirma que pedirá a Xi Jinping para “abrir” a China durante encontro em Pequim

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (13) que pretende pedir ao líder chinês Xi Jinping para “abrir” a China para empresas americanas durante o encontro entre os dois líderes em Pequim.

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Em publicação feita na rede Truth Social, Trump disse que fará esse pedido como uma de suas prioridades durante a reunião bilateral. Para o presidente estadunidense, a ideia é ampliar espaço para atuação de empresários e companhias dos Estados Unidos no mercado chinês.

A visita acontece em meio a uma nova tentativa de aproximação entre as duas maiores economias do mundo após meses de tensões comerciais, disputas tecnológicas e divergências diplomáticas envolvendo Taiwan, inteligência artificial e tarifas econômicas.

Encontro acontece sob pressão da guerra comercial

Conforme foi publicado pelo O Brasilianista, o encontro entre Trump e Xi Jinping acontece cercado de expectativa por causa das disputas econômicas entre os dois países e do impacto global das decisões envolvendo comércio e tecnologia.

A reunião também deve abordar temas considerados sensíveis, como restrições americanas à exportação de chips avançados, relação comercial entre China e Irã, além da situação de Taiwan. 

O encontro dificilmente encerrará a guerra comercial entre Washington e Pequim, principalmente porque os interesses estratégicos das duas potências continuam divergindo em áreas como tecnologia, segurança e indústria.

Mídia chinesa trata visita como “oportunidade diplomática”

Já a cobertura da imprensa chinesa tem tratado a visita de Trump como uma oportunidade para estabilizar a relação entre os dois países após anos de atritos diplomáticos.

Segundo o O Brasilianista, veículos estatais chineses vêm destacando a importância do diálogo entre Washington e Pequim em um cenário global marcado por conflitos internacionais e instabilidades econômicas.

Ao mesmo tempo, autoridades chinesas reforçaram que o país está disposto a ampliar cooperação econômica, mas sem abrir mão de temas considerados estratégicos para Pequim, como soberania sobre Taiwan e política industrial.

Empresários da tecnologia acompanharam Trump 

No post publicado na Truth Social, Donald Trump também destacou a presença de empresários e executivos americanos ligados ao setor de tecnologia e indústria durante a viagem à China. Segundo ele, o grupo faz parte da estratégia para ampliar negócios e pressionar Pequim por maior abertura econômica.

Entre os nomes citados está Jensen Huang, executivo responsável pela Nvidia, empresa que se tornou uma das principais fornecedoras de chips para inteligência artificial no mundo. A companhia está no centro das disputas entre Estados Unidos e China por causa das restrições americanas à exportação de semicondutores avançados.

Trump também mencionou Elon Musk, que mantém forte presença industrial na China por meio da Tesla, além de Tim Cook cuja empresa depende de fábricas chinesas para grande parte da produção de iPhones e outros dispositivos.

Outro nome citado foi Stephen Schwarzman, fundador da gestora Blackstone e um dos empresários americanos mais influentes no mercado financeiro global. Schwarzman possui longa relação com investidores chineses e já participou de fóruns econômicos organizados pelo governo de Pequim.

Trump também fez referência a Larry Fink, executivo da maior gestora de ativos do mundo. A BlackRock vem ampliando operações no mercado financeiro chinês nos últimos anos, principalmente em áreas ligadas a investimentos e fundos internacionais.

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