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Política

Senador cobra investigação aprofundada do Master após conversas entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro

Para Jaques Wagner, o STF precisa “ir fundo” nas apurações do caso

Senador cobra investigação aprofundada do Master após conversas entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro

O senador Jaques Wagner (PT) cobrou, durante seu tempo na tribuna do Senado nesta quarta-feira (13), uma investigação mais aprofundada sobre o Banco Master pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após a divulgação de conversas entre o pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, e o banqueiro Daniel Master.

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Em gravações obtidas pelo The Intercept Brasil, fica evidente uma relação entre Flávio Bolsonaro e o ex-CEO do Master, especialmente sobre uma negociação em que Vorcaro se comprometeu a repassar um total de 24 milhões de dólares — na época equivalentes a cerca de R$ 134 milhões — para financiar o filme biográfico de Jair Bolsonaro chamado “Dark Horse”.

De acordo com o BNews, o senador avaliou que os áudios divulgados mostram “diálogos muito particulares”.

“O senador Flávio Bolsonaro em diálogos muito particulares solicitando R$ 140 milhões para terminar um filme sobre o ex-presidente [Jair Bolsonaro], seu pai. Eu não estou dizendo que tem ‘dolo’ aqui, mas demonstra que ele [Flávio] tinha uma relação com Vorcaro, caso contrário ele não estaria ligando [para o banqueiro]”, afirmou.

Wagner ainda avaliou que o ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), tem que “ir fundo” nas apurações sobre irregularidades promovidas por Daniel Vorcaro, bem como avaliar as possíveis fraudes entre o Credicesta e o Master.

“Não era Banco Master. Vinte e três estados adotaram o Credicesta. Segundo o Banco Central, o único ativo que prestava era o Credicesta. Não temos nada a ver com a trambicagem posterior. Não tem nada a ver com isso. Daniel Vorcaro já existiam muito antes”, disse.

“Na CPI do INSS, quem estourou isso tudo foi a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Polícia Federal (PF), sob governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Quem liquidou o Banco Master mantido por quatro anos pelo presidente do Banco Central, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. É assim. Alguém protegeu um trambique de R$ 60 bilhões. Eu não estou acusando o ex-presidente. O Banco Central não conseguiu enxergar, nós conseguimos e liquidamos o banco. Querer imputar para o lado de cá? Estou absolutamente tranquilo. Eu acho que o ministro André Mendonça tem que ir fundo, rasgar tudo o que teve no Banco Master para que a gente saiba quem sustentou. Não fui eu quem sustentou, muito menos o presidente Lula”, acrescentou, ainda de acordo com o BNews.

Filme biográfico sobre Jair Bolsonaro

Um filme internacional que deve abordar a história do ex-presidente Jair Bolsonaro deve estrear em setembro deste ano, um mês antes das eleições gerais. A obra dirigida por Cyrus Nowrasteh foi gravada em inglês e conta com uma produção dos Estados Unidos.

ator Jim Caviezel interpreta Bolsonaro no filme, ao lado de Camille Guaty (Michelle Bolsonaro), Marcus Ornellas (Flávio Bolsonaro), Sergio Barreto (Carlos Bolsonaro) e Edward Finlay (Eduardo Bolsonaro) completando o clã.

Em tradução livre, “O Azarão” narra a ascensão de Jair Bolsonaro à presidência nas eleições de 2018. O longa expõe uma narrativa heroica que coloca o ex-presidente como combatente do tráfico de drogas. Entre os roteiristas está o ex-secretário de Cultura do governo Bolsonaro, Mário Frias, que atualmente é deputado federal pelo PL-SP.

Antes dos novos dados obtidos da relação com Vorcaro, a produção do filme já era estimada de grande porte, com custos entre R$ 8 milhões e R$ 20 milhões.

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