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Economia

Desemprego sobe em 15 estados no início de 2026; São Paulo registra uma das maiores altas

Levantamento aponta avanço da procura por vagas em diferentes regiões do país

Desemprego sobe em 15 estados no início de 2026; São Paulo registra uma das maiores altas

A taxa de desocupação no Brasil subiu para 6,1% no primeiro trimestre de 2026, com aumento em 15 estados na comparação com os três meses anteriores. Os dados divulgados pelo IBGE mostram que Amapá, Alagoas, Bahia e Pernambuco lideraram os maiores índices de desemprego do país no período, enquanto Santa Catarina voltou a registrar o menor percentual nacional.

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Segundo a Agência IBGE de Notícias, o levantamento faz parte da PNAD Contínua, pesquisa usada para acompanhar o comportamento do mercado de trabalho em todas as regiões do país. O estudo também apontou crescimento da informalidade em alguns estados e diferença significativa entre grupos sociais, escolaridade e gênero.

Entre os estados com maior taxa de desocupação, o Amapá apareceu com 10%, seguido por Alagoas, Bahia e Pernambuco, todos com 9,2%. O Piauí fechou a lista das maiores taxas, com 8,9%.

No outro extremo, Santa Catarina registrou 2,7%, seguida por Mato Grosso, Espírito Santo, Paraná e Rondônia, todos abaixo de 4%.

São Paulo ficou entre os estados com maior avanço do desemprego no trimestre. O aumento foi de 1,3 ponto percentual em relação ao fim de 2025. Ceará apresentou a maior alta do país, com crescimento de 2,3 pontos percentuais.

Mercado de trabalho começa o ano com desaceleração

O IBGE informou que o aumento do desemprego no começo do ano acompanha um comportamento considerado comum após o encerramento das vagas temporárias abertas no fim do ano anterior.

O analista da pesquisa, William Kratochwill, explicou que parte desse movimento está ligada ao comércio e também ao encerramento de contratos temporários em áreas como Educação e Saúde nos municípios.

“É importante lembrar também que outros 12 estados ficaram com estabilidade na desocupação em relação ao trimestre anterior, demostrando que o mercado de trabalho conseguiu absorver de alguma forma os contratos temporários de fim de ano”, afirmou.

Apesar da alta em parte dos estados, o levantamento mostrou queda no número de brasileiros que procuram emprego há mais de dois anos. O contingente passou de 1,4 milhão para 1,1 milhão em um ano, redução de 21,7%.

Também caiu o número de pessoas em busca de trabalho há menos de um mês. O total passou de 1,6 milhão para 1,4 milhão na comparação anual.

“A queda da população que estava em busca de trabalho por mais de dois anos significa que o mercado melhorou de forma mais geral, enquanto a redução na parcela a procura por menos de um mês significa uma boa rotatividade, que está mais fácil de conseguir emprego”, avaliou William.

Diferença entre estados segue elevada

Os dados mostram que a subutilização da força de trabalho ainda permanece concentrada em parte do Nordeste. O Piauí teve a maior taxa do país, com 30,4%, seguido por Bahia e Alagoas.

O indicador reúne desempregados, pessoas que trabalham menos horas do que gostariam e trabalhadores que poderiam voltar ao mercado, mas desistiram de procurar vaga temporariamente.

O Maranhão registrou o maior percentual de desalentados do Brasil, com 10,3%. Nesse grupo estão pessoas que desistiram de buscar emprego. Santa Catarina apresentou o menor índice nacional, de apenas 0,3%.

A informalidade também continuou elevada em parte do Norte e Nordeste. Maranhão, Pará e Amazonas lideraram os maiores percentuais do país. Já Santa Catarina teve novamente o menor índice entre os estados pesquisados.

Mulheres e pretos seguem acima da média nacional

A pesquisa também mostrou diferença no desemprego entre homens e mulheres. Entre os homens, a taxa ficou em 5,1%. Entre as mulheres, chegou a 7,3%.

Na divisão por raça, os trabalhadores brancos registraram índice abaixo da média nacional, enquanto pretos e pardos ficaram acima do percentual geral do país.

O levantamento ainda apontou que pessoas com ensino médio incompleto enfrentaram mais dificuldade para conseguir ocupação. Nesse grupo, a taxa de desocupação chegou a 10,8%. Já entre trabalhadores com ensino superior completo, o percentual foi de 3,7%.

Renda sobe no início de 2026

Mesmo com o avanço do desemprego em parte dos estados, o rendimento médio do trabalhador teve crescimento no início do ano.

O valor médio recebido mensalmente chegou a R$ 3.722 no primeiro trimestre de 2026. O resultado ficou acima do registrado no fim de 2025 e também superou o mesmo período do ano passado.

Nordeste e Centro Oeste foram as únicas regiões com aumento da renda em relação ao trimestre anterior. Nas demais regiões, os valores permaneceram estáveis. A massa de rendimento, que representa a soma dos salários pagos no país, foi estimada em R$ 374,8 bilhões.

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