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Geopolítica

Por que Taiwan é um ponto delicado entre EUA e China?

O encontro entre os líderes das duas maiores economias mundiais pode ser decisivo para a questão da ilha asiática

Por que Taiwan é um ponto delicado entre EUA e China?

presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da República Popular da China, Xi Jinping, se reúnem nesta quinta-feira (14), pela primeira vez desde 2017, em Pequim.

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Para a China, o principal assunto parece ser o apoio dos EUA sobre a questão de Taiwan, enquanto os americanos buscam acordos comerciais que podem desequilibrar as exportações de outros países — incluindo o Brasil, que pode sofrer no setor agro e de veículos elétricos..

governo chinês tenta convencer Trump a avançar além da política tradicional americana de apenas reconhecer a posição chinesa sobre a ilha. Dessa vez, Pequim quer que Washington aceite formalmente a reivindicação chinesa sobre Taiwan.

Durante a conversa entre os líderes, Xi reforçou essa questão e acrescentou que essa questão, a depender da condução dos EUA, poderia levar a uma situação “extremamente perigosa”.

Vale lembrar que Taiwan é uma ilha das proximidades da China, que o Partido Comunista Chinês considera parte da China mesmo sem nunca ter governado a ilha.

A região foi colônia do Japão entre 1895 e 1945. Após o final da Segunda Guerra Mundial, em 1945, a ilha virou responsabilidade do governo da República da China, que comanda Taiwan desde 1949, em sistema separado da República Popular da China.

Riscos para os EUA

Um apoio à visão da China sobre Taiwan pode comprometer os EUA em relação aos aliados americanos na Ásia.

Países como Japão e Taiwan avaliam com cautela a postura americana em meio ao envolvimento militar dos EUA nos conflitos do Oriente Médio.

O Japão, um dos principais aliados dos EUA neste momento, é um dos defensores da independência da ilha de Taiwan. Nesse sentido, um provável enfraquecimento do apoio americano pode causar conflitos diplomáticos com o Japão.

China está em vantagem para o encontro

 Essa é a primeira vez que um presidente americano vai a uma reunião geopolítica com a China em desvantagem.

Daniel Toledo, advogado especializado em Direito Internacional e Macroeconomia, explicou a esta matéria do O Brasilianista, que Donald Trump ir até a China é uma “demonstração de submissão muito grande”, indicando que as cartas do jogo estão na mão da China.

“Todos os países nos quais os Estados Unidos se colocou como o grande detentor do poder de decisão ou grande detentor da capacidade decisiva, todos eles vieram até os EUA e foram até Washington, se rebaixaram perante Donald Trump para poder tentar fazer algum tipo de negociação. E Xi Jinping não veio. Ele falou, ‘se você quiser conversar comigo, você vem aqui que eu estou na minha casa, vou te receber aqui. Eu não vou até aí’. Então, isso já é uma demonstração de que ‘olha, se desloque para conversar comigo porque o interesse é seu’”, afirmou o especialista.

Nesse cenário, os EUA podem estar mais pressionados a diminuir sua representação no reconhecimento de independência de Taiwan da China. Trump precisa ser astuto. Se a conversa seguir para um rumo inesperado, a “guerra invisível” entre os dois países pode atingir diretamente comércio, investimentos e cadeias globais de produção.

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